A Expo'98 foi há 18 anos

por: Zita Ferreira Braga

Já lá vão 18 anos. Foi a 22 de Maio de 1998 que abriu a Exposição Internacional de Lisboa

A EXPO'98, Exposição Mundial de 1998, ou, oficialmente, Exposição Internacional de Lisboa de 1998, cujo tema foi "Os oceanos: um património para o futuro", realizou-se em Lisboa, de 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998.
O objectivo era comemorar os 500 anos dos Descobrimentos Portugueses.


A zona escolhida para albergar o recinto foi o limite oriental da cidade junto ao rio Tejo. Foram construídos diversos pavilhões, alguns dos quais ainda permanecem ao serviço dos habitantes e visitantes, integrados no agora designado Parque das Nações, destacando-se o Oceanário (o maior aquário do Mundo com a reprodução de 5 oceanos distintos e numerosas espécies de mamíferos e peixes, do arquiteto Peter Chermayeff) um pavilhão de múltiplas utilizações (Pavilhão Atlântico, arquiteto Regino Cruz) e um complexo de transportes com metropolitano e ligações ferroviárias (Estação do Oriente, do arquiteto Santiago Calatrava).

A ideia de organizar uma Exposição Internacional em Portugal veio de António Mega Ferreira e Vasco Graça Moura.
Ambos estavam à frente da comissão para as comemorações dos 500 anos dos Descobrimentos portugueses liderada por Francisco Faria Paulino, director do Pavilhão de Portugal na Exposição de Sevilha.
Autorizações conseguidas a exposição foi edificada na zona oriental de Lisboa, através dos anos vinha sofrendo de uma degradação crescente.

A antiga Doca dos Olivais, contacto privilegiado com o rio onde outrora atracavam hidroaviões, estava transformada num terreno industrial bastante degradado.
A zona de 50 hectares onde hoje está o recinto era, no fim dos anos oitenta, um campo de contentores, matadouros e indústrias poluentes.
Toda a exposição foi construída do zero. A torre da refinaria da Petrogal, única estrutura conservada, ficou como lembrança do espaço antes da intervenção.
Houve um grande cuidado para que quase todos os equipamentos do recinto tivessem utilização posterior, evitando assim o seu abandono e a degradação, como aconteceu em Sevilha em 1992.

Em paralelo, lançaram-se grandes obras públicas. Entre as maiores estão a Ponte Vasco da Gama, a maior da Europa à data, uma nova linha de metro com sete estações e um interface rodo-ferroviário, a Gare do Oriente

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