Edil de Oeiras convida a uma visita à Quinta do Marquês antes da intervenção já autorizada

A Quinta de Cima Marquês de Pombal e os imoveis que a integram serão objecto de intervenção depois de desbloqueada a oposição de organizações oficiais.

 

Localizada em Oeiras, as origens da propriedade remontam a 1676, quando Sebastião José de Carvalho, avô do futuro Marquês de Pombal, adquire um conjunto de terras, que constituíram o início da Quinta de Oeiras,  o então Morgadio de Oeiras.

Mais tarde a quinta foi aumentada pelo tio do futuro Marquês de Pombal ao adquirir uma série de terrenos circundantes tendo então dado início a diversos melhoramentos da quinta.

Em 1737 com a morte do tio a continuação das obras ficaram a cargo do sobrinho. A construção do palácio e a campanha decorativa que se tinha iniciado anos antes avançavam, sobretudo devido ao esforço do Marquês de Pombal e dos seus dois irmãos.
O projecto tem sido atribuído a Carlos Mardel, um arquiteto húngaro cuja intervenção teve um papel preponderante na reconstrução da baixa pombalina em Lisboa.

Actualmente e em resultado da sua venda a diferentes proprietários, a Quinta do Marques de Pombal, integra a Quinta de Baixo, onde se situa o Palácio e a Quinta de Cima que corresponde a cerca de 80% da área total da propriedade cuja área murada ocupa cerca de 130 hectares. Globalmente trata-se de um exemplar único de uma propriedade modelar agroindustrial, “representativa do dinamismo e do poder político e económico do Marquês de Pombal, que trouxeram ao seculo XVIII, e a Portugal, uma série de inovações tecnológicas que permitiram produzir e transformar os produtos, para comercialização e conquista de mercados europeus.” Representando um exemplo da arquitetura de recreio do seculo XVIII, na qual se aliava o recreio à agricultura.

A quinta é atravessada pela Ribeira da Laje, eixo em torno do qual se desenvolvem os núcleos e edificações. Apresentando um espólio artístico muito significativo, constituído pelo Palácio e Jardins, a Casa da Pesca a Cascata do Taveira, o tanque, a Cascata da Fonte do Ouro, a Casa dos Bichos da Seda, e mais adiante a Abegoaria e o Pombal surge-nos ”como um elementos arquitetónico que assinala um ponto de fuga na paisagem, do qual partem uma série de eixos, ou perspectivas que intercetam as estruturas do jardim.“

A Casa da Pesca é a denominação que tem vindo a ser utilizada para definir o núcleo constituído pela Casa, Cascata do Taveira, o Tanque e os Jardins, situa-se num recanto da encosta do Vale, alinhada com o pelourinho e com o centro da Vila de Oeiras, organizando-se perpendicularmente a este e à Ribeira da Laje.

O início da construção deste conjunto terá ocorrido logo após a aquisição do terreno da quinta do Taveira, em 1755. Distribuindo-se em três níveis: o primeiro em cota baixa onde se situa o Jardim; o segundo onde se encontra a cascata e o tanque. E existe ainda um outro nível pelo qual se acede ao alçado tardoz da casa, e onde existe um fontanário, a partir deste jardim temos uma perspetiva do tanque.

O conjunto revela-se um cenário de confluência do imaginário barroco, onde a arte aliada à arquitetura se predispunha a criar um ambiente de lazer e recreio digno do seu proprietário.

Este recinto deve o seu nome aos painéis de azulejo com motivos da faina da pesca, que cobrem as paredes de uma sala quadrada, bem como à decoração de estuques, também subordinada ao tema da pesca que se processava no enorme tanque que se encontra do lado direito da casa. No centro do jardim que precede o conjunto da Casa da Pesca existe um lago com a forma dos quatro crescentes que constituem as armas dos Carvalhos, apresentando uma estrela de oito pontas ao centro. Neste jardim surge uma escadaria com muros cobertos de azulejos pombalinos de padrão.

A envolvente à cascata e ao tanque (transportam-nos para uma ambiência barroca; as namoradeiras, os grandes painéis de azulejos, e a cascata), sendo a imagem do espelho de água um dos motivos que torna este espaço num lugar contemplativo impar.

Fim do Ano

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