Esta ano em Tomar Festa dos Tauleiros única na Península

Esta ano em Tomar Festa dos Tauleiros única na Península
O Turismo.PT

João Vidal, anterior mordomo da Festa dos Tabuleiros, fez a apresentação do evento na manhã de hoje na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

De acordo com aquele responsável, a festa tem vindo a ser preparada, desde que obteve o acordo do povo, pelo que o primeiro cortejo terá já lugar no domingo de Páscoa, e este ano realiza-se de 28 de Junho a 08 de Julho

A Festa dos Tabuleiros realiza-se de quatro em quatro anos no início de Julho. A sua origem remonta ao Culto do Espirito Santo, instituído no Séc. XIV, mas adivinham-se as origens remotas das antigas festas das colheitas,com a utilização de multiplas flores coloridas , a presença do pão e as espigas de trigo que proliferam nos tabuleiros.

Nesta Festa não é só o religioso que atrai.No profano há a  destacar o Cortejo dos Rapazes, o Cortejo do Mordomo, as Ruas Populares Ornamentadas, os jogos Populares, os Cortejos Parciais, os Arraiais Populares e a Pêza. 

A Festa tem o seu início no Domingo de Páscoa, com a Saída das Coroas e Pendões de todas as onze freguesias, do concelho, em procissão sempre animada por gaiteiros, tamborileiros, fogueteiros e bandas de música. 

A partir daí, repetir-se-á sete vezes tal Procissão, apresentando apenas as Coroas e Pendão da Cidade e algumas das freguesias. Vedada que está a participação das crianças no Grande Cortejo, o Cortejo dos Rapazes é a solução encontrada para que às crianças seja dada a possibilidade de viverem intensamente a sua Festa.

O Cortejo dos Rapazes é um cortejo à imagem do Grande Cortejo, que acontece no domingo anterior a este, e que conta com a participação dos alunos dos Jardins de Infância e Escolas Bási

 Na sexta-feira anterior ao Cortejo dos Tabuleiros tem lugar o Cortejo do Mordomo, simbolizando a entrada na cidade dos bois do sacrifício que, no passado, viriam a ser abatidos para distribuição da carne pela população.

Antigamente chamava-se Cortejo dos Bois do Espírito Santo; hoje é um importante cortejo de carruagens e cavaleiros, com as parelhas de bois à cabeça. Neste cortejo integram-se também cavaleiros das ganadarias do concelho.

As ruas do Centro Histórico, vedadas ao trânsito, são ornamentadas com milhões de flores de papel confecionadas durante muitos meses de trabalho com paixão. 

Na manhã do sábado anterior ao do Grande Cortejo, chegam das freguesias, nos Cortejas Parciais, as centenas de Tabuleiros que no dia seguinte irão desfilar. À tarde têm lugar no Estádio Municipal, os jogos Populares Tradicionais (corrida de bilhas e pipas, tração de cordas, subida do pau ensebada, chinquilho,…).


No Domingo, o Cortejo dos Tabuleiros inicia-se com gaiteiros e fogueteiros. Depois, o Pendão do Espirito Santo e as três Coroas dos Imperadores e Reis. Seguem-se os Pendões e Coroas de todas as 11 freguesias do concelho.


O Cortejo é um caudal imenso e serpenteante de cor e música. Centenas de pares fazem o cortejo: elas, de branco, com uma fita colorida a cruzar o peito, levando no alto os Tabuleiros; eles, de camisa branca e mangas arregaçadas, calças escuras, barrete ao ombro e gravata na cor da fita da rapariga. A fechar o Cortejo vão os carros triunfais do pão, da carne e do vinho puxados pelos bois do sacrifício simbólico. 


O Tabuleiro é o Símbolo e principal alfaia da Festa dos Tabuleiros. Deve ter a altura da rapariga que o carrega. Ornamenta-se com flores de papel, verdura e espigas de trigo. É constituído por 30 pães de formato especial e 400 gramas cada, enfiados equitativamente em cinco ou seis canas. Estas saem de um cesto de vime envolvido em pano bordado e são rematadas, no topo, por uma coroa encimada pela Cruz de Cristo ou Pomba do Espírito Santo. O traje feminino compõe-se de vestido comprida, branco, com uma fita colorida a cruzar o peito; o masculino é uma simples camisa branca de mangas arregaçadas, calças escuras, barrete preto ao ombro e gravata na cor da fita da rapariga. 

Segunda-feira após o Cortejo, a rematar a Festa, manda a Tradição e a Solidariedade que aos necessitados se distribua a carne, o pão e o vinho que foram benzidos no dia anterior - a Pêza.


E João Vidal termina a apresentação desta típica e única festa com um convite para uma visita.a Tomar para apreciar in loco um espectáculo diferente e tradicional.

Na BTL, no próximo dia 17, haverá no Stand da Turismo do Centro um desfile de tabuleiros, adiantou a preseidenta da autarquia, Anabela Freitas.

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