Mosteiro de Arouca a concurso público pelo Revive

Foi lançado esta sexta-feira o concurso público para a concessão do Mosteiro de Santa Maria de Arouca, em Arouca, ao abrigo do programa Revive.

 

Os investidores interessados têm agora 90 dias para apresentarem propostas.

O Mosteiro de Arouca foi fundado no século XII pela Ordem de Cister, tendo-se tornado relevante quando D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I de Portugal e efémera rainha de Castela, lá viveu entre 1220 e 1256, onde se encontra sepultada.

Desde 1834, ano em que foram extintas as ordens religiosas, que está na posse do Estado.

Manteve funções religiosas até 1886, ano da morte da última freira. Nos anos seguintes, o Mosteiro teve utilizações diversas.

Situado em pleno centro da Vila de Arouca, está classificado como Monumento Nacional desde 1910. De estilo classicista romano, foi objecto de grandes intervenções nos séculos XVII e XVIII, em estilo barroco, e de um restauro em duas fases já no século XX.

O imóvel será concessionado durante 50 anos para exploração para fins turísticos.

O Mosteiro de Arouca é um dos 33 imóveis inscritos no Revive, um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais. Pretende-se com este programa valorizar e recuperar o património sem uso, reforçar a atractividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país.

Este é o décimo concurso a ser lançado no âmbito do Revive.

O Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, afirma que “o Mosteiro de Arouca é um imóvel marcante deste concelho, estando numa localização privilegiada. Está classificado como Monumento Nacional há mais de um século e será um importante factor de geração de riqueza, de criação de emprego e de preservação da identidade cultural de Arouca”.


A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, sublinha que “esta é uma oportunidade para devolver ao Mosteiro de Arouca a centralidade que merece e valorizar a sua notável herança patrimonial e artística. O património cultural é um elemento fundamental na construção da nossa identidade e memória social. O programa Revive é, assim, um importante contributo para a salvaguarda destes ativos, devolvendo-os aos cidadãos”.

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