Plano de Recuperação do Turismo Português integrado no PRR, defende a CTP

Plano de Recuperação do Turismo Português integrado no PRR, defende a CTP
Divulgação

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) chama a atenção para o facto de que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentado pelo Governo não toma em consideração “a importância do Turismo para a economia nacional e não reflecte qualquer estratégia para a actividade”.



A CTP, em consulta pública, que terminou no passado dia 01, deu conhecimento de um conjunto de propostas com o objectivo de relançar “o Turismo num Plano de Recuperação do Turismo Português a integrar no PRR”.


Perante as enormes dificuldades e constrangimentos que as empresas do Turismo atravessam, “a CTP defende uma intervenção a curto e médio prazo no sector, de forma a assegurar a recuperação do tecido empresarial e do emprego”.


Para a CTP esta acção deverá constar de um Plano de Recuperação do Turismo Português que deverá integrar o PPP articulando ainda “com outros instrumentos europeus de apoio às empresas”.

“O PRR é uma desilusão para o Turismo. A actividade mais dinâmica, competitiva e geradora de riqueza e emprego para a economia nacional foi simplesmente excluída das opções estratégicas do Governo para os próximos anos. E este é um cenário que não podemos aceitar”, afirma Francisco Calheiros, presidente da CTP.

A CTP, no âmbito do PPP, aconselha a inclusão de:

a)  Uma nova “Componente de Recuperação do Turismo”, que integre medidas de dinamização da actividade;

b)  Uma Agenda de investigação e inovação para a sustentabilidade do Turismo;

c)   Uma nova “Componente de Redução da Pegada de Ecológica do Turismo”;

d)  Uma Agenda para a acessibilidade e intermodalidade sustentável do Turismo

Por outro lado a CTP sugere a criação de um” Programa de Inovação e Aprofundamento da Transformação Digital do Turismo”.

Num plano de análise geral ao PRR, a CTP lamenta que “o documento defenda um investimento desproporcionado em projectos públicos cujo análise de custo benefício não é clara e que poderá aumentar o peso do Estado, em detrimento do apoio ao tecido empresarial e à capacidade e competências instaladas de uma economia que se pretende mais robusta e competitiva”.


Adiante, a CTP defende, ainda, que o Turismo está necessitado, no imediato, de um conjunto de medidas, entre as quais o:


1)  Alargamento do lay-off simplificado a todas as empresas do Turismo, independentemente da sua dimensão, com perda de facturação relativamente ao ano de 2019 e, cumulativamente, a continuação das medidas de apoio ao emprego até, pelo menos, ao final do ano de 2021

2)  Reforço da dotação financeira do Programa APOIAR

3)  Extensão do Programa APOIAR Rendas à vertente não habitacional e aos espaços de centros comerciais

4)  Alargamento dos apoios à mitigação dos custos fixos das empresas turísticas

5)  Criação de instrumentos viáveis para a prorrogação das moratórias fiscais e financeiras

6)  Apoio às empresas exportadoras de serviços turísticos, com afectação de dotação específica;

7)  Capitalização das empresas do Turismo, fazendo uso das medidas já previstas no PEES – Programa de Estabilização Económica e com recurso a fundo perdido;

8)  Lançamento de campanha internacional de promoção que retome os níveis de segurança e confiança no destino Portugal.

O documento completo dos contributos da CTP para o PRR 2021-2026 poderá ser consultado em

RIU Hotels & Resorts

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