António Costa: "estou novamente a dar a cara para voltar a fechar o país"

António Costa: "estou novamente a dar a cara para voltar a fechar o país"
O Turismo PT

António Costa, após a reunião de Conselho de Ministros, veio explicar aos jornalistas que os portugueses devem ficar em casa após as 00:00 de 15 de Janeiro.

O primeiro-ministro começa por dizer que "a mesma esperança que a vacina que nos dá, é a mesma que nos dá mais relaxamento", e por esse motivo vamos regressar ao confinamento que tivemos em Março e Abril e que as excepções existem, mas “regra é ficar em casa”. Reforçando que "a regra é o essencial".

António Costa salientou que é necessário "travar, em conjunto, esta pandemia", salientando que "não é aceitável termos diariamente mais de uma centena de mortos".

A única regra de excepção, que "divide a comunidade cientifica, mas une a educativa", é “manter em pleno funcionamento todos os estabelecimentos educativos como têm estado a funcionar até agora”. Esta é “a única nova e relevante excepção”.

O chefe do Governo referiu que "o teletrabalho é imposto sem ter de haver acordo com entidade patronal e trabalhador, é sempre obrigatório quando possível". Alertando que “para assegurar que e cumprido, é muito grave a coima de violação desta obrigação”.

O primeiro-ministro recorda que em Maio disse que não teria “vergonha de voltar atrás” e aqui "estou novamente a dar a cara para voltar a fechar o país". É a “responsabilidade individual” e “solidariedade colectiva” que provocam a necessidade de regressar a esta medida.

Sei o que isto significa para isto”, garante, revelando que as "medidas económicas vão ser alargadas e que as actividades encerradas voltam a ter acesso ao lay-off simplificado".

Também que está consciente das “consequências” do confinamento geral, mas afirmou também que sabe “que o custo da vida humana não em preço”. Por esse motivo “temos mesmo de dar um passo atrás e voltar ao confinamento”, afirmou António Costa. 

Sobre os serviços que ficam ou não abertos "devemos assumir as medidas para o próximo mês, mas daqui a 15 dias haverá revisão". No entanto salienta que “assumamos o horizonte de um mês” para esta medidas.

Quanto aos serviços que se mantêm abertos são os mesmos que estiveram abertos em Março e Abril, mas ao contrário do que aconteceu no primeiro confinamento, agora “os cabeleireiros e barbearias ficarão encerrados”.

Os transportes públicos têm assegurado “o melhor possível o seu funcionamento”, apesar de "não serem considerados um meio propício de contágio", explicou.

Os "serviços religiosos vão manter-se" com as regras da Direcção Geral de Saúde assim como "estabelecimentos de bens alimentares, higiene pessoal, casa, alimentação para animais, veterinários, lojas de ferragens". Quanto aos supermercados, “não há motivo para que pessoas corram” porque “não haverá restrições de horários”.

O primeiro ministro explicou que “não podemos hesitar quando está em causa um crescimento da pandemia”, acrescentando que "hoje há medidas de apoio mais fortes e com menos burocracias, sendo que também as medidas de apoio social vão aumentar".

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