Aos fins-de-semana o recolher obrigatório é das 13:00 às 05:00

O Estado de emergência obriga recolher obrigatório durante a sena após a 23:00 e aos fins-de semana após as 13:00.

António Costa anunciou as limitações à circulação no espaço público, que passam a ser, de segunda a sexta-feira, das 23:00 às 05:00 e, nos próximos dois fins de semana, entre as 13:00 e as 05:00 do dia seguinte, para "impedir almoços de famílias e amigos". "Isto não é uma bala de prata. Não há balas de prata" nesta pandemia, rematou, após justificar o recolher obrigatório nos dias e horas anunciados com o facto de estar provado que "o convívio social" dá o contributo mais importante para os contágios.

O prejuízo para o comércio, especialmente para os restaurantes, vai provavelmente obrigar a fechar alguns resistes, uma vez que se torna inevitável fecho do comércio e da restauração que apenas poderá funcionar em entrega ao domicilio.O negócio das empresas de entrega de comida, que já está em crescimento desde de Abril, vai continuar a subir. Infelizmente, nenhuma é portuguesa. Isso fará que estejamos a proporcionar lucros a empresas estrangeiras, deixando as nacionais com grandes prejuízos.

O Primeiro- Ministro reconheceu o impacto "duríssimo" destas medidas, nomeadamente para o comércio e a restauração, mas considerou as novas restrições "fundamentais" para se tentar controlar a evolução da pandemia, cujos números mostram ter "piorado muito" no último mês.

"O esforço que temos que fazer agora é fundamental para conter a pandemia", justificou o primeiro-ministro, que considerou as novas medidas "absolutamente essenciais" para evitar a necessidade de "mais medidas restritivas" ou que se acabe por "comprometer Dezembro". Embora seja previsível que nos dois feriados de Dezembro, assim como no Final do Ano, voltem a existir restrições. Isto porque é uma altura de grande afluência de pessoas, em compras e lazer.

"Quem se sente cansado não tem o direito de se sentir cansado", desabafou António Costa, visivelmente preocupado com a situação que disse confrontar-nos com uma conclusão: "as medidas adoptadas até aqui e os comportamentos não têm sido suficientes".

"Não podemos ter a menor dúvida de tudo o que há a fazer para controlar a pandemia", afirmou, sem excluir que na próxima quinta-feira tenha de levar ao conselho de ministros uma reavaliação da situação.

Já um pouco baralhado, o primeiro-ministro disse que "como disse há um ano, esperava que aquele estado de emergência fosse o único das nossas vidas, mas também disse que não teria o menor medo em termos de recuar e tomar as medidas necessárias se a dinâmica da pandemia assim o impusesse". Recordamos que o anterior Estado de Emergência ocorreu a 18 de Março, ou seja precisamente à sete meses e não há uma nos, como referiu.

O actual estado de emergência prolonga-se até 23 de Novembro .

 

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