Francisco Calheiros contra proposta de António Costa para o turismo

por: António Manuel Teixeira
Francisco Calheiros contra proposta de António Costa para o turismo
Divulgação

O reconverter desempregados do sector do turismo em Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), é inaceitável para Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

Segundo comunicado, Francisco Calheiros afirmou, "se o Governo dá por perdida a retoma da turística e os milhares de empregos associados ao que tem sido o motor da economia nacional, nós não o faremos. O que nós precisamos é de medidas que permitam manter a e os postos de trabalho, como é o caso do prolongamento do 'lay-off' simplificado que terminou. A nossa solução será sempre a de recuperar as empresas do turismo e não desistir delas".

No dia em que Ana Mendes Godinho anunciou apoios para a Segurança Social, o primeiro-ministro, António Costa, defendeu que os desempregados do turismo, uma das mais atingidas pela crise gerada pela pandemia, podem ser reconvertidos, com a formação necessária, como trabalhadores do social.

"Ao contrário das declarações proferidas a 19 de Agosto pelo primeiro-ministro, a CTP considera que os trabalhadores do turismo não têm formação de base para prestar cuidados de saúde e higiene a cidadãos em situação de fragilidade ou à população idosa", acrescenta o comunicado divulgado hoje.

O presidente sublinha que "nos últimos anos, fizemos uma forte aposta na formação e qualificação dos nossos profissionais de turismo, que não podemos desvalorizar".

Para o dirigente da confederação, "a prioridade" terá de ser "garantir que as empresas não encerrem, através de medidas determinantes para a retoma da como o prolongamento das moratórias fiscais e de reembolsos de financiamento para o segundo semestre de 2021, o reforço das linhas de capitalização a fundo perdido para o turismo e o ressurgimento do fundo de turismo de capital de risco".

António Costa referiu: "uma palavra final sobre o emprego. Como todos sabemos um dos mais atingidos por esta crise económica e que mais duramente vai ser atingido por esta crise económica é, por exemplo, o do turismo".

De acordo com o primeiro-ministro, "muitos dos milhares de pessoas que neste momento estão a perder o emprego no do turismo são pessoas que já têm uma formação de base, que já têm uma experiência de cuidado pessoal, de relacionamento pessoal".

Propôs que "são um recurso fundamental para, com formação naturalmente, poderem ser facilmente reconvertidas para continuar a trabalhar com pessoas agora nas instituições em que estão associadas nas [Instituições Particulares de Solidariedade Social], nas mutualidades, nas misericórdias ou nas cooperativas", propôs.

Segundo o primeiro-ministro, "em poucos meses foram destruídos mais de 100 mil postos de trabalho".

"Em poucos meses chegámos a ter 800 mil famílias a depender da situação do 'lay-off' e só manter o emprego porque o emprego estava a ser apoiado por via do Estado e por elas próprias como uma perda de um terço do seu rendimento", enumerou.

"Porque nós temos de utilizar com inteligência o pouco dinheiro que temos ao nosso dispor e com cada euro temos de conseguir satisfazer pelos menos três : combater a recessão económica e reanimar a economia, criar postos de trabalho, reanimar a economia e criar postos de trabalho que sejam socialmente úteis para a sociedade", concluiu.

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