Desconfinamento não traz tranquilidade aos portugueses

Os portugueses vivem a época de desconfinamento com receio.



Este receio e desconfiança revelam-se em não ter vontade de voltar a frequentar cafés, restaurantes e bares; usar os transportes públicos, apontando ainda para uma recuperação que levará pelo menos dois meses.
São estas as conclusões de um estudo realizado em Portugal por duas agências da especialidade.

 

Os portugueses admitem receio ao voltar a actividades normais antes da pandemia. Numa escala de 0 (pouco receio) a 10 (muito receio), os portugueses atribuem um valor de 7 à ida a bares e discotecas e 6 à ida a restaurantes e bares.

Por outro lado, a intenção da maioria dos portugueses é de regressar a restaurantes e cafés apenas daqui a um mês.
Antes, metade dos portugueses almoçava ou jantava em restaurantes pelo menos uma vez por semana e cerca de 60% frequentava cafés mais de uma vez por semana. A frequência em bares e discotecas era também grande, sobretudo ao fim de semana, quando 32% dos portugueses frequentavam esses espaços.

Também mais de 60% dos inquiridos frequentava o ginásio mais de uma vez por semana, mas, nesta fase, o receio de regressar é grande (8 em 10). Os que admitem regressar referem que vão frequentar estes espaços menos vezes do que antes, apontando o retorno para daqui a dois meses. 90% dos portugueses que utilizam ginásios garantem que vão ter maior cuidado na seleção do seu ginásio.

O mesmo se reflecte na utilização dos transportes públicos.
26% dos portugueses utilizavam o automóvel para as suas deslocações, número que deve estar prestes a subir, uma vez que o uso de autocarro, metro ou comboio causa receio.
A maioria dos inquiridos admite só voltar a usar um transporte público daqui a mais de dois meses.

Nos últimos 12 meses, 49% dos portugueses arrendaram casa de férias em Portugal uma vez e 48% entre duas e três vezes.
Para 2020, a intenção de mais de 80% era de arrendar novamente casa, sendo que, daqueles que tinham formalizado essa intenção, 60% já cancelaram a sua reserva.

O convívio com amigos e família, também existe receio embora mais moderado. De 1 a 10, o receio de estar com amigos é de 5 e um pouco mais baixo quando se trata de estar com a família.
Um dado é certo: 60% dos inquiridos vai diminuir o número de pessoas reunidas em convívio.

O estudo foi realizado por via dos métodos CATI (Telefónico) E CAWI (online) a uma base de dados de utilizadores registados na plataforma da multidados.com. Foram recolhidas e validadas 1.000 respostas entre os dias 20 e 23 de Maio.

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