Palácio Nacional da Pena expõe a Árvore de Natal, uma inovação de D. Fernando II

Numa iniciativa inédita, em Portugal e no contexto internacional o Palácio Nacional da Pena expõe a reconstituição histórica e também inédita da Árvore de Natal de D. Fernando II − o “ Pinheiro da Pena”.

O Palácio Nacional da Pena comemora este Natal de uma forma diferente do habitual com a reconstituição “histórica e inédita da Árvore de Natal de D. Fernando II − o “ Pinheiro da Pena” −  que estará em exposição no Salão Nobre deste monumento até 06 de Janeiro, Dia de Reis.

D. Fernando II, monarca responsável pela construção deste Palácio, é reconhecido como a figura histórica que introduziu na corte portuguesa o hábito de invocar a quadra natalícia com um pinheiro decorado.
Na época em que reinou com D. Maria II, o Natal no Palácio das Necessidades (em Lisboa) era celebrado em torno de um pinheiro trazido propositadamente do Parque da Pena, em Sintra.

A memória dessas noites foi-nos deixada por D. Fernando II através de duas gravuras de sua autoria e foram estes testemunhos visuais, acompanhados de uma ampla investigação histórica, que permitiram concretizar com rigor esta reconstituição.

As gravuras do Rei-Artista evidenciam o pinheiro, que era o centro da festa, decorado com velas, com frutos e com figuras diversas e, ao seu redor, os brinquedos destinados aos pequenos príncipes. As crianças estão representadas em ambiente familiar e, num desses desenhos, admiram a chegada de São Nicolau, que era o próprio rei trajado.

A instalação que agora se expõe no Palácio Nacional da Pena, e que a partir deste ano poderá ser observada por todos os visitantes que passem por este monumento durante a quadra natalícia, é composta por reproduções exactas e à escala do que seria esta decoração natalícia e os brinquedos que D. Fernando II representou.

Estas são o resultado de um trabalho de manufactura especializada, que, com base nos conhecimentos históricos e técnicos reunidos pela equipa do Palácio, recorreu à utilização de materiais idênticos aos originais e a técnicas de execução tradicionais.


Este projecto, que implicou um investimento de cerca de 20.000 €, integra-se no trabalho que vem sendo desenvolvido nos interiores do Palácio Nacional da Pena, que visa a reconstituição histórica dos ambientes domésticos que marcaram a vivência da Família Real neste monumento. Com este objectivo, tem sido levada a cabo uma profunda investigação histórica, que parte de fontes documentais e iconográficas e que, para se materializar, tem contado com a colaboração de reputados mestres e fabricantes do mercado nacional e internacional.

Mas D.Fernando II não se limitou a marcar o Natal com a inovação da árvore de Natal. O monarca foi, igualmente, o autor do primeiro cartão de Boas Festas de que há registo no país, que data de 1839 e que se destinou aos seus familiares.
Os cartões foram gravados isoladamente, existindo no Palácio Nacional da Pena um pequeno álbum de gravuras que conserva um exemplar. As coleções reais britânicas contêm, pelo menos, duas provas deste cartão. Um deles é dedicado à Rainha Vitória e integra um álbum compilado pela própria.

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