Arrábida é agora um território com marca própria

Os concelhos de Palmela, Sesimbra e Setúbal, que partilham a gestão da Arrábida, estão, desde dia 29 de Maio, unidos por uma marca comum, que tem como objectivo promover um conjunto alargado de projectos “com forte impacto no desenvolvimento social, económico e ambiental da região.”

 

 A apresentação do projecto teve lugar no Convento da Arrábida, em pleno Parque Natural, num cenário onde são evidentes as múltiplas riquezas, de caráter natural e patrimonial da região

 “Território Arrábida – Património Partilhado” é a marca que “unifica a política de implementação dos projectos intermunicipais, com áreas de actuação que vão da mobilidade urbana à inclusão social, passando pelo desenvolvimento do turismo sustentável.”

 
Esta marca surge como um catalisador lógico da Declaração de Compromisso, documento firmado em 2017 “para a concretização destes projectos e respectivas ações, candidatados a apoios comunitários e que, entretanto, já estão concluídos ou se encontram a decorrer.”

No total, o investimento global será acima dos nove milhões e 200 mil euros, com o FEDER a cofinanciar 50 por cento sobre o valor considerado elegível e o Fundo Social Europeu, a comparticipar com 765 mil euros.


De momento, decorrem quatro grandes operações no território da Arrábida, “fruto desta parceria intermunicipal, que abrangem áreas como o património natural e cultural e o turismo.”

É o caso do PRARRÁBIDA – Plano de conservação, valorização e promoção do património histórico, cultural e natural da Arrábida, e o HUB 10 – Plataforma Humanizada de Conexão Territorial, que tem como eixo central a melhoria da mobilidade e das acessibilidades num troço da Estrada Nacional 10 que conecta os três municípios.


Há outras áreas também no centro  da intervenção conjunta como é o caso dos concelhos arrabidinos “com a mobilidade suave, através do Ciclop 7 – Rede Ciclável da Península de Setúbal, responsável, por exemplo, pela criação de 32 quilómetros de ciclovias com conexões intermunicipais, e a saúde, bem-estar e inclusão social, por intermédio do programa PRIA – Percursos em rede para a inclusão activa.”


Com a criação desta marca, os três municípios reafirmam o compromisso, já de olhos postos no futuro e no próximo quadro comunitário de apoio e, no âmbito do GIM – Grupo de Trabalho Intermunicipal Palmela, Sesimbra e Setúbal, que coordena a dimensão técnica da parceria, foram definidos três eixos principais de actuação. São exemplo desta situação as Smart Cities, tendo por objectivo a elevação do território Arrábida ao estatuto de “Human & Happy Smart City”, com recurso às novas tecnologias e metodologias participativas.

O “Planeamento e Ordenamento” é outro vector relevante da estratégia definida para o “Território Arrábida”, com medidas que vão intervir localmente, com base num território comum, “tendo em consideração a gestão holística da área de intervenção, atendendo às características sociogeográficas, através de instrumentos locais enquadrados nas políticas regionais, nacionais e europeias.”

Palmela, Sesimbra e Setúbal comprometem-se, ainda, a apostar na “Sustentabilidade Económica e Financeira do Território”, eixo destinado a promover ações de actuação relacionadas com questões “como eficiência energética e descarbonização, o ciclo da água, a mobilidade e os transportes, a capacitação do território, das organizações e das pessoas, a competitividade do tecido empresarial, as economias Azul e Verde, a Economia Circular e a Indústria 4.0.”, refere a nota de imprensa


No enquadramento do projecto, o presidente da Câmara Municipal de Palmela, Álvaro Balseiro Amaro, salientou que, “num mundo em permanente competição, Palmela, Sesimbra e Setúbal dão mais um forte exemplo da cultura de rede que distingue a região e assumem, por vontade própria, uma parceria que se consubstanciou, em 2017, na assinatura de uma declaração de compromisso” e acrescentou que “os quatro projectos estruturantes que definimos como prioritários têm avançado no terreno e começam, já, a dar frutos e a causar profundas alterações na forma como olhamos este território e perspectivamos um futuro que se nos coloca recheado de desafios”.


Francisco Jesus, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra relembrou que é necessário um novo olhar sobre a região, para que os municípios da Península de Setúbal “possam ter da Administração Central o apoio e o investimento público tão necessário a esta pérola que une os três municípios”.


Esta aposta a médio e longo prazos na gestão do território comum, lembrou Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, transformará a centralidade na Arrábida “num bem que vai muito para lá dos limites da Serra Mãe”.

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