Candidatura do Geopark Estrela é “muito relevante, uma enorme estratégia para o séc XXI"

Candidatura do Geopark Estrela é “muito relevante, uma enorme estratégia para o séc XXI"
Turisver

A candidatura do Geopark Estrela a Patromónio Mundial da UNESCO é “muito relevante, uma enorme estratégia para o século XXI para a Serra de Estrela”.

 

Segundo Emanuel de Castro, coordenador executivo da Associação Geopark Estrela, “quando falamos em território Geopark, quando falamos em UNESCO, estamos a falar numa marca com uma capacidade de atracção de quase mais 60% de visitas turísticas por ano nos territórios classificados”, explicava durante a apresentação na Bolsa de Turismo de Lisboa, salientando que “estamos a falar de um aumento de 7% de emprego directo, de um aumento de 107% de visitas escolares e de um aumento de 40% da receita gerada pelo turismo”.

Para obter a classificação de Geopark Mundial da UNESCO, a Serra da Estrela necessita de vingar em três requisitos, concretamente a preservação do património geológico, a melhoria das condições de vida da população local e a promoção da ciência, educação e cultura. Assim, a candidatura assenta em quatro pilares fundamentais, nomeadamente a educação, a ciência, o turismo e a comunicação.

Para o coordenador, o Geopark Estrela “é já uma marca importante de reconhecimento nacional e internacional daquilo que são os valores patrimoniais, mas também identitários da Serra da Estrela”, sendo que “muito tem feito em prol do desenvolvimento do território”. O nome Geopark foi acimentado naquilo que é a diversidade do Centro de Portugal e tem como objectivo encontrar “novas estratégias, novos produtos, novas formas de trabalhar o território e de o promover turisticamente”.

No total, o Geoparque estende-se por uma área de 2.216 quilómetros quadrados, ou seja toda a área do Parque Natural da Serra da Estrela inserido em nove municípios, onde se contam 170 mil habitantes.

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