Sete Rios vai ser objecto de uma intervenção urbanística para comercio e turismo

Nos terrenos do Metro, em Sete Rios será objecto de uma intervenção urbanística onde irão nascer habitações, serviços, comércio e turismo, além da central de autocarros adiada há 15 anos, revelou hoje o vereador do Urbanismo.

 

O vereador Manuel Salgado revelou esta tarde, na comissão de Transportes da Assembleia Municipal da capital sobre os terrenos da Metropolitano de Lisboa em Sete Rios, que a empresa tenciona vender.

Para estes terrenos e a zona envolvente de Sete Rios foi criada uma unidade de execução, que está a trabalhar naquela intervenção urbanística, de acordo com o definido pelo Plano Director Municipal (PDM).

O responsável pelo pelouro do Urbanismo revelou que os usos em causa serão habitação, serviços, comércio e turismo, mas "não estão fechadas as quantidades", estando a autarquia em diálogo com a Metro acerca dos índices de edificabilidade, sendo certo que a opção será pela "construção em altura", à semelhança dos edifícios já instalados naquela zona, noticiou a Lusa.

Manuel Salgado acrescentou que "faz sentido para libertar solo permeável e sobretudo espaço público", acrescentando que será compatível com o que está previsto para a praça general Humberto Delgado, no âmbito do projecto "uma praça em cada bairro".

O projecto da praça contempla também "um grande colector do sistema geral de drenagem, que vem da Estrada das Laranjeiras", sendo ainda concluída a galeria da estação de Metro de Sete Rios, que está interrompida, com diversas saídas, permitindo a circulação subterrânea de pessoas, escreveu a Lusa.

Assim, vai criar-se um "interface potente" dos diversos transportes públicos daquela zona: metro, comboios, central de autocarros e um futuro terminal dos Transportes Sul do Tejo (TST), esclareceu.

O vereador disse não poder dar qualquer indicação sobre a data de conclusão das obras da nova central de camionagem de autocarros, uma estrutura provisória há mais de 15 anos.

O deputado municipal Diogo Moura considerou que se trata de um "incumprimento" do acordo, apontando também que no passado foi estimado um valor de 60 milhões de euros para os terrenos, em contraste com os 30 a 40 milhões a que o ministro do Ambiente se referiu mais recentemente.

O deputado municipal António Prôa, que preside à comissão, referiu-se à falta de condições da actual central de camionagem da Rede Expressos e alertou para a necessidade de ligação entre os diferentes terminais de transportes daquela zona.

Manuel Salgado respondeu que a questão sobre o fundo de pensões ultrapassava as suas competências, sendo o Governo que tutela a Metro, e disse não conhecer as declarações do ministro sobre os valores da venda.

O vereador sustentou que "a intenção do Metro é ter a proposta de execução aprovada pela Câmara e só depois fazer a alienação do património. Vender o terreno em bruto sem a proposta estabilizada com o município será sempre muito problemático".

Depois de Miguel Santos ter afirmando que a hipótese de um plano de pormenor foi eliminada e que as unidades de execução deixam os territórios num "limbo", Manuel Salgado sublinhou que "a unidade de execução é uma figura prevista na legislação urbanística" e que a opção pela sua utilização foi tomada em sede de PDM.

"Destina-se a executar os planos que estão em vigor e não permite alterar os planos", afirmou, argumentando que os planos de pormenor permitem alterações, como o aumento da densidade.

O vereador frisou que, "neste caso, o PDM prevê aquilo que se propõe realizar no conjunto das áreas referidas: em Sete Rios, na José Malhoa e na Praça de Espanha", salientado que "toda esta área tem regras definidas no PDM, estamos a concretizar o que consta do PDM".

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