Portugal, um destino LGBTQA+?

por: Mafalda Ferreira
Portugal, um destino LGBTQA+?
Forum Turismo

A associação Fórum Turismo, realizou um webinar onde se levantaram questões importantes sobre Portugal ser, ou não, um destino LGBTQA+ friendly.

 

Os oradores do webinar foram Allam Barbosa, Maria João Pereira e Joana Alves. Numa hora de conversa informal, tópicos como as dificuldades que ainda se mantêm para a comunidade e a necessidade de mais políticas locais foram abordadas.

Apesar de Portugal parecer um destino muito receptivo à comunidade, é necessário ter em atenção para “não romantizar o país, pois apesar de haver regiões específicas, como Grande Lisboa, Porto e Algarve na sua época alta, que são muito receptivos à comunidade, ainda há muitos lugares onde isso não acontece” referiu a oradora, Joana Alves.

Quando abordado o assunto da educação nas escolas, Maria João Pereira afirmou “A escola é o reflexo da sociedade, e como tal, é necessário construir uma aprendizagem desde criança para incutir valores e travar o preconceito ou a desinformação” acrescentou ainda “Falar de educação sexual não significa o acto em si, pelo menos durante os primeiros anos, mas sim sexualidade e consciência do corpo e do que é consensual e não é”.

Joana Alves explicou em maior detalhe o tema da mudança de comportamento conforme a região/destino. “Sim, muda, o meu comportamento em Lisboa é diferente de quando vou visitar a terra dos meus Pais. Até de rua para rua às vezes muda. É algo inconsciente por medo de sofrer preconceito ou micro agressões que agora parecem ser tão frequentes” referiu ainda, sobre o poder económico influenciar a segurança das pessoas na comunidade “É, muitas vezes, uma questão de reconhecimento e classe, porque há pessoas que conseguem comprar mais segurança, e alguém numa situação mais precária não vai conseguir sentir-se tão segura por falta de capital e não deveria ser assim”.


Já Allam Barbosa tocou mais no tema das políticas locais e da falta delas no País. “Apesar de já haver bastantes boas medidas a nível nacional, as políticas regionais ainda não estão como deveriam estar. Uma pessoa da comunidade LGBTQA+ não deve ser prejudicada no local de emprego ou quando à procura de casa simplesmente por viver numa região mais remota” e ainda “Há muito apoio de politicas voltadas para a promoção de uma imagem de destino turístico seguro quando na verdade ainda há muito para fazer no País para os seus cidadãos inseridos na comunidade LGBTQA+”.

Assim, os três oradores concordaram que é preciso fazer mais, consciencializar mais, educar mais e criar mais medidas, de forma a tornar Portugal num destino 100% LGBTQA+ friendly.

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