Polónia: instituições internacionais devem proteger cidadãos LGBT

Polónia: instituições internacionais devem proteger cidadãos LGBT
Divulgação.

Dada a situação na Polónia em relação à comunidade LGBT,  as instituições internacionais devem proteger a comunidade LGBT naquele país.


Depois de dois anos de pressão crescente, em Varsóvia, as coisas chegaram a um ponto de ebulição a 07 de Agosto. Uma manifestação espontânea contra a “prisão preventiva” de uma activista LGBT, Margot Szutowicz, resultou em mais de 50 detenções e em brutal carga policial.

Esperam-se mais detenções enquanto fôr permitida a perseguição à comunidade LGBT. A campanha de ódio contra a comunidade LGBT na Polónia, começou em Outubro de 2018 e resultou num assunto dominante durante os anos de campanha eleitoral, durante os quais o Presidente Duda acusou a comunidade LGBT de tudo e mais alguma coisa.

Chegou a afirmar que a comunidade LGBT “não são pessoas, mas uma ideologia” e ainda outras tentativas de desumanização e incitamento ao ódio e ao terror.
Mais de 100 governos locais adoptaram a resolução de chamar aos seus territórios “LGBT- zonas livres”.

Camiões com faixas homofóbicas e som falando da ligação entre a homossexualidade e a pedofilia, começaram a passar pelas zonas publicas, nalguns parados e bloqueados por activistas LGBT e cidadãos aliados furiosos com as mensagens  de ódio que se ouviam. Num caso a altercação foi mais violenta e um dos veículos ficou danificado.

A isto seguiram-se sucessivas detenções de activistas LGBT, por polícias não identificados em carros igualmente não identificados, o que criou um clima de medo.
Há exactamente poucos dias foi organizada uma acção de decoração de monumentos com bandeiras arco iris e máscaras, a que se seguiu mais uma vez um série de detenções.
Uma das pessoas detidas, foi Margot Szutowicz, com dois meses de detenção para evitar futuras acções. Isto levou a uma onda de solidariedade espontânea, durante a qual Margot tentou ser detida pelos  presentes.
No entanto recusaram detê-la diante dos media e de testemunhas, mas tal veio a acontecer mais tarde por polícias à paisana e carros não identificados.
Mais de 50 indivíduos foram detidos e recusado acesso a advogados.
Margot, que é “non-binary” e usa apelidos femininos, foi detida no espaço dos homens.

Björn van Roozendaal, director de programas da ILGA-Europe, afirmou: “À comunidade LGBT foi negado o direito de existir pelo partido no poder. A comunidade LGBT na Polónia vive numa constante pressão repressiva, sem acesso à justiça e a protecção do Estado
Perante estas circunstâncias, em que os membros marginalizados da sociedade são atacados de todos os lados, o protesto e o activismo são inevitáveis, e podem mesmo ser considerados uma provocação  pelo falhanço do governo em proteger os seus direitos fundamentais, com respostas duras e de força.
Não podemos esquecer que se trata de um país da EU onde os direitos humanos dos cidadãos estão a ser ignorados pela lei."

Foram contactadas as  instituições internacionais dos direitos do Homem, incluindo União Europeia, o Conselho da Europa  e as Nações Unidas, para levantarem a sal voz contra a violência policial as detenções arbitrárias e exigir que os direitos fundamentais da comunidade LGBT, sejam respeitados na Polónia.

 
 
 

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