Foi há 50 anos a primeira Marcha e Junho tornou-se o mês do Orgulho (Pride)

Foi há 50 anos a primeira Marcha e Junho tornou-se o mês do Orgulho (Pride)
NYC Pride

Foi há 50 anos que a primeira Marcha do Orgulho aconteceu na cidade de Nova Iorque. O mês de Junho é conhecido como o mês do Orgulho (Pride), com celebrações em todo o mundo e em Portugal vai realizar-se online.

 

O mês de Junho (escolhido porque marca a rebelião de Stonewall em 1969, que deu início ao dia do orgulho LGBTQ+, o mundo inteiro celebra o #Pride (orgulho) de várias maneiras diferentes.

No domingo, 28 de Junho, das 12:00 às 14:00 (das 17:00 às 19:00 em Portugal), celebra-se o 50º aniversário da primeira Marcha do Orgulho, realizada em 1970, e embora seja um tipo muito diferente de celebração, a tradição de comemorar o movimento LGBTI.

A Rebelião de Stonewall foi uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade LGBT contra uma invasão da polícia de Nova Iorque que aconteceu nas primeiras horas da manhã de 28 de Junho de 1969, no bar Stonewall Inn, localizado no bairro de Greenwich Village, em Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos (EUA). Esses motins são amplamente considerados como o evento mais importante que levou ao movimento moderno de libertação gay e à luta pelos direitos LGBT nos EUA.

Stonewall Inn recebia uma grande variedade de clientes e era conhecido por ser popular entre as pessoas mais pobres e marginalizadas da comunidade gay: drag queens, trans, homens efeminados jovens, lésbicas masculinizadas, prostitutos e jovens sem-tecto. As rusgas policiais em bares gays eram uma rotina na década de 1960, mas os oficiais rapidamente perderam o controlo da situação no Stonewall Inn. Os clientes do bar atraíram uma multidão que foi incitada à revolta. As tensões entre a polícia e os residentes homossexuais de Greenwich Village irromperam em mais protestos na noite seguinte e, novamente, em várias noites posteriores. Após algumas semanas, os moradores do bairro rapidamente organizaram grupos de activistas para concentrar esforços no estabelecimento de lugares que gays e lésbicas pudessem frequentar sem medo de serem presos.

Depois dos motins de Stonewall, gays e lésbicas em Nova Iorque ainda enfrentaram obstáculos geracionais e de género, raça e classe social para se tornarem uma comunidade coesa. Em seis meses, duas organizações activistas gays foram formadas em Nova Iorque, concentrando-se em tácticas de confronto, e três jornais foram estabelecidos para promover os direitos para gays e lésbicas. Durante alguns anos, várias organizações de direitos homossexuais foram fundadas a nível mundial.

A primeira marcha foi realizada em 1970 e, desde então, tornou-se uma demonstração anual dos direitos civis. Ao longo dos anos, o seu objectivo foi ampliado para incluir o reconhecimento da luta contra a Sida e lembrar aqueles que perdemos por doenças, violência e negligência.

Vários eventos são realizados em todo o mundo durante o mês como forma de reconhecer a influência que as pessoas LGBTI tiveram ao longo da história. Além de ser uma celebração de um mês repleta de eventos, o Pride é uma oportunidade para protestar pacificamente e aumentar a consciencialização política sobre os problemas actuais da comunidade e além.

Devido à pandemia muitos dos eventos, como a célebre marcha do Orgulho de Nova Iorque, foram cancelados. Em Lisboa, a organização decidiu não parar e juntar uma comunidade para reforçar a rede de serviços e apoios essenciais à população e famílias LGBTI.

Ana Aresta, presidente da direcção da ILGA Portugal, disse em comunicado que “esta é a altura de nos dedicarmos à essência do trabalho da associação, que é garantir a protecção das pessoas LGBTI e das suas famílias num contexto em que o confinamento pode provocar situações de maior silenciamento, exponenciar questões de saúde mental e aumentar casos de violência intra-familiar e na intimidade”.

Para não deixar passar em branco o Mês do Orgulho em Portugal, a ILGA promete também procurar marcar a efeméride de forma criativa e aliar-se ao Global Pride online, um evento de 24 horas para ser transmitido online com discursos, workshops, participações nas paradas Pride de várias partes do mundo, performances e concertos de artistas ainda por confirmar.

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