Brasil exclui incentivos ao Turismo LGBT, pois o Brasil “não pode ser o país do turismo gay”

O Governo brasileiro aprovou um decreto que deixa incluir incentivos ao turismo LGBT, mesmo com o sector a registar maior crescimento que o Turismo em geral.

Dentro da estratégia de possibilitar o “acesso democrático de públicos prioritários à actividade turística”, o plano criado no Governo de Michel Temer previa “sensibilizar o sector para a inclusão das pessoas idosas e do público LGBT no turismo”.

Agora, entretanto, há apenas o item “sensibilizar o sector de turismo para a inclusão das pessoas idosas”, sem, portanto, nenhuma menção ao público gay.

A reformulação do texto era já esperada desde Abril, quando o actual Presidente, Jair Bolsonaro, afirmou, durante um pequeno-almoço com jornalistas, que o Brasil “não pode ser o país do turismo gay”.

Apesar da visão preconceituosa do presidente, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) corrobora os dados da gestão de Michel Temer e afirma que o público LGBT é um dos segmentos de maior potencial de maior receita para o sector do turismo no país. Segundo levantamento do Sebrae publicado no início do ano, o Brasil é o país da América Latina com maior potencial de crescimento de receitas com o turismo gay.

O plano original, explicava que os turistas LGBT representam 10% dos viajantes no mundo e movimentam 15% da recita do setor, segundo dados da Organização Mundial do Turismo.

Essa visão traz, para além dos benefícios económicos, benefícios sociais que se expressam tanto para os destinos como para os viajantes LGBT. O destino pode associar sua imagem à tolerância, inclusão e diversidade e o turista LGBT tem sua experiência melhorada em um ambiente amigável e preparado para recebê-lo livre de preconceito”, dizia o texto.

Em 2017, o sector registou um crescimento de cerca de 11% no país, enquanto o turismo de modo geral subiu 3,5%.

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