“É importante aceitar a diferença” uma mensagem da Gala Abraço

Teve lugar na noite de ontem, no Teatro São Luís em Lisboa a chamada Gala da Abraço, que levou ao São Luís, centenas de pessoas.

 

Apresentado por Pedro Fernandes e Sónia Tavares, dos Gift, com leveza e sobretudo humor, o espectáculo trouxe ao palco do São Luís, no Dia Mundial de Luta contra a Sida, artistas do mundo do transformismo.

Foi um espectáculo diversificado com direcção artística de Deborah Kristall (Fernando Santos), do Finalmente.

Em palco “travestis, drag queens, trans, artistas LGBTI e simpatizantes” , vindos do Porto, Leiria e do Algarve, para “sublinhar, uma vez mais, que é na diferença que está a riqueza”.

Três momentos altos, se assim lhes podemos chamar, teve esta Gala

Três vozes do Fado, Marina Mota, Lenita Gentil e Maria da Fé, estiveram em palco lembrando outro nome grande da canção nacional, Beatriz da Conceição.
Três registos diferentes, três formas diferentes de interpretar e de cantar, um momento em que mais uma vez ficou demonstrado que a riqueza está na diferença.

 Outro momento alto foi a interpretação de um poema de Al Berto pela voz de Flávio Gil. Também impressionante foi ouvir o ”Fado Bicha”, uma interpretação de Lila Fadista acompanhado por João Caçador, uma homenagem a Valentim.

Foram dois espaços do programa que trouxeram ao público a realidade de um sofrimento e de uma incerteza que abrange um número muito considerável

de habitantes deste país onde nem sempre o Sol quando nasce é para todos.
Em palco também um artista brasileiro, Jaloo, defensor dos direitos LGBT, num país onde agora esta condição parece estar ainda mais ameaçada.


O Grupo do Finalmente fez as honras de abertura e fecho do espectáculo, de forma simples, com uma coreografia linear e sem floreados.
Eva Brown sucedeu a Big Mama, arrancando a melhor interpretação da noite.

Para sempre fica a indicação do trabalho que a Abraço continua a desenvolver: “Na qualidade de vida das pessoas que envelhecem infectadas por VIH, na ligação e retenção nos cuidados de saúde e na interligação entre as novas tecnologias e a componente da saúde”.

Um espectáculo que segundo Deborah Cristall, (Fernando Santos)  “se Deus quiser, se repetirá para o ano.”

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