Presidente da AHRESP comenta medidas anunciadas pelo Governo

por: Zita Ferreira Braga

Carlos Ramos num encontro informal com a comunicação social tece considerações sobre medidas do Governo



Carlos Ramos presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considera que as medidas pensadas pelo Governo para ajudar as empresas são “boas, mas absolutamente insuficientes”. Num encontro com jornalistas, Carlos Moura disse que aquela entidade, que conta com cerca de 15 mil associados, receia “muitas portas encerradas” pelo facto de as empresas não conseguirem lidar com “custos de operação tremendos”.

“Entre o momento em que se anunciam as medidas [de apoio] e o momento em que o dinheiro chega às empresas, passam mais de seis meses, às vezes mais de um ano. Isso não é bom”, disse o responsável esta quarta-feira, notando que “criam-se expectativas” nas empresas, mas que depois aparecem as complicações, como a “regulamentação, formulários e mecanismos de acesso”. “E o dinheiro não chega”, apontou.

“Não queremos menos Estado, queremos um melhor Estado para termos mais peso na economia”, disse Carlos Moura, sublinhando: “O Governo tem estado a testar-nos com doses mínimas e, de vez em quando, vai atestando essas doses”.

Para o presidente da AHRESP, as medidas pensadas para ajudar as empresas são “boas medidas”, “mas absolutamente insuficientes”. “E no que diz respeito ao turismo, muitíssimo insuficientes”, disse, notando, contudo, ter a certeza de que o Governo vai analisar as propostas feitas pela AHRESP.

Carlos Moura lembrou que, “neste momento, muitas margens [de lucro] são negativas” e que, embora o lay-off e o programa Apoiar tenham sido “extremamente bons” para as empresas, “não chegaram a todos”. E, atualmente, “os custos de operação são tremendos”. “Somando estes fatores, tememos muitas portas encerradas. E quem nos governa tem de olhar para isto”, salientou.

Falou ainda do problema da falta de mão-de-obra no turismo, referindo que, se isso fosse resolvido, as receitas das empresas do setor poderiam ser maiores. “Não temos gente para trabalhar”, disse Carlos Moura, referindo a “ideia falsa” que tem sido divulgada na comunicação social. “Não temos falta de trabalhadores por salários baixos. Isso é um equívoco. Pagamos relativamente bem, não é um problema de salários”, afirmou.

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