Conferência AHRESP: Que profissionais teremos amanhã?

por: Tomás Ribeiro da Silva

Durante a mais recente conferência da AHRESP que decorreu no Porto, o Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes apresentou o seu ponto de vista e soluções para “destacar a centralidade das pessoas nas empresas”

No decorrer da conferência, Miguel Fontes deu declarações ao Turismo.pt, e uma das perguntas feitas foi sobre a muito pouca mão de obra no ramo hoteleiro com o exemplo do Algarve que tem tido dificuldade em assegurar a operação de verão e como os funcionários preferem receber o subsídio de desemprego do que trabalhar com condições salariais mínimas.

Miguel Fontes respondeu que não pode validar o diagnóstico feito na pergunta, pois o subsídio de desemprego não é salário, mas sim uma prestação social no caso do trabalhador estar desempregado, ou seja a comparação entre os dois não deve ser feita. De seguida dá a sugestão de que as entidades empregadoras devem pegar nas listas de pessoas desempregadas do IEFP e afirma que inclusive existem mecanismos que ajudam na contractação dessas mesmas pessoas.

Ainda sobre o mesmo tema, foi lhe perguntado sobre a diferença do valor do subsídio de desemprego e o salário recebido num hotel, e o Secretário de Estado diz que  “Não é razoável cada problema individual identificado seja resolvido pelo governo, mas sim terá de ser cada empresa a encontrar as melhores soluções para confrontar esse tipo de situação” Afirma ainda que as empresas devem valorizar mais as funções hoteleiras a nível remuneratório para as tornas mais desejáveis e mais atractivas.

Na pergunta seguinte, o Secretário de Estado é questionado sobre a estratégia do governo para valorizar este tipo de profissões sendo que o setor perdeu cerca de 70.000 trabalhadores nos últimos dois anos. Miguel Fontes responde “A questão da valorização social das profissões e do setor em concreto é um dos desafios que os agentes económicos devem ser os primeiros abraçar, obviamente que a função primeira das entidades do setor deve ser promover formas de valorização das inserções profissionais, tanto a níveis de remuneração como as possibilidades de desenvolvimento pessoal que as empresas oferecem aos colaboradores.”

Acrescenta que uma situação profissional atractiva e desejada deve ser mais direccionada às empresas do que ao governo, adiantando que o governo fará o seu papel valorizando o mundo do trabalho e avaliando o nível do trabalho dos indivíduos. O desafio é de todos pois a competitividade também se faz com bons trabalhadores e trabalhadores motivados, valorizados na renumeração e oportunidades de desenvolvimento de cada um. Miguel diz “Temos de todos trabalhar em conjunto pois todos queremos uma sociedade de desenvolvimento dos cidadãos com melhores oportunidades para todos e que tudo se possa realizar plenamente”

QATAR turismo

RIU Hotels & Resorts

Artigo de Opinião

Subscreva a newsletter oturismo.pt
captcha 

Actualidade