Pro.Var: Se o Governo não os ajudar, irão pedir a intervenção do Presidente da República

Pro.Var: Se o Governo não os ajudar, irão pedir a intervenção do Presidente da República
O Turismo.PT

A Associação Nacional de Restaurantes Pro.Var avançou hoje (10/01) que, sem ajuda do Estado, "metade dos restaurantes vão fechar", e pede aos partidos políticos que se unam num acordo pré-eleitoral para salvar a restauração.

O presidente da associação esclareceu: "Aquilo que nós queremos é que haja aqui um bloco central ao nível das soluções para as empresas que sofreram com a pandemia".

Daniel Serra falava aos jornalistas depois de se ter reunido hoje, no Porto, com "dezenas de empresários" da região, "do Algarve e de Lisboa" para falar sobre a "incerteza" que assola o sector, noticiou a Lusa.

"Se nada for feito, e estamos a prever que vamos ter, se calhar, cinco, seis meses de indefinição, metade dos restaurantes, metade das empresas, vão fechar. É a conclusão a que chegámos perante os números do inquérito, e isso é grave", reforçou.

Por isso, sugerem a "redução do IVA" da restauração, ou uma medida "semelhante, que possa capitalizar as empresas", como a isenção do pagamento do IVA, "em função de alguns critérios", ou "uma redução da TSU (Taxa Social Única)", também "em função de alguns critérios".

É também pedida atenção ao sobre-endividamento, através da "reestruturação das dívidas covid-19, tanto das linhas do turismo, como das outras linhas que foram dadas aos empresários, porque muitos não vão conseguir pagar quando acabarem as moratórias", alertou.

"Existe hoje, supostamente, um desemprego baixo, mas existe aqui muita gente que está em formação e não entra nesses números. Gostaríamos que estivessem a trabalhar nos restaurantes, que estão a precisar", sublinhou Daniel Serra.

Segundo o presidente, os empresários já tiveram "oportunidade de insistir junto do Governo, com algumas missivas", mas, sem resposta, pedem agora aos partidos políticos que reúnam com os representantes do sector.

"Se isso não acontecer, vamos pedir a intervenção do Presidente da República, para que coloque estas empresas não na mão do resultado que vier a sair no dia 30, mas na mão de todos os partidos".

É um sector que junta, "a montante e a jusante, mais de um milhão de portugueses" e que é, "um grande motor da pandemia", sendo mesmo a "almofada social" em tempos de crise, com da criação de emprego, referiu.

"A nível de impostos, pagamos valores absolutamente incríveis e temos de ser ajudados na mesma dimensão", considera Daniel Serra.

Lusa/O Turismo.PT

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