Berlim e a Europa lembram este sábado os 30 anos da queda do Muro

Berlim evoca este sábado os 30 anos do início da queda do Muro, que dividiu a cidade e a Alemanha após a Segunda Guerra Mundial.

 


O desmantelamento da fronteira que se estendia ao longo de mais de 100 quilómetros deu origem  à reunificação da Alemanha marcando o início do fim da União Soviética e da Guerra Fria.

A nível político, o Presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, recebe em Berlim os seus homólogos da Polónia, República Checa, Eslováquia e Hungria, para comemorar a queda do muro e "a contribuição dos Estados da Europa central para a revolução pacífica" na ex-República Democrática Alemã, segundo anunciou recentemente a Presidência alemã.

Os cinco chefes de Estado entregam coroas de flores em memória das cerca de 140 pessoas que morreram ao tentar atravessar o muro, que entre 1961 e 1989 cercou a parte ocidental de Berlim numa distância de cerca de 165 quilómetros, e reúnem-se de seguida junto de uma escultura erigida em 2017 em memória da ajuda concedida pelos Estados vizinhos aos alemães do leste.

O muro de Berlim, que dividiu, durante 28 anos, a Alemanha em duas partes, a República Democrática Alemã (RDA) e a República Federal Alemã (RFA), começou a ser derrubado na noite de 09 de Novembro de 1989.

As Portas de Brandeburgo - símbolo de divisão histórica da Alemanha, que se tornou símbolo de liberdade - será palco do epicentro das comemorações dos 30 anos da queda do muro de Berlim, com um espectáculo multimédia que recordará os eventos do dia 09 de Novembro de 1989.

A actriz e cantora Anna Loos, que tem uma história pessoal de fuga da antiga Alemanha de Leste, foi a artista convidada para abrir a celebração, ao lado da Banda Internacional, que reúne um colectivo de músicos refugiados e não-refugiados, ajudados pela difusão de vozes de pessoas que testemunharam a queda do muro.

"Os espectadores ficarão emocionados com o espectáculo multimédia, que explora os temas de coragem, saudade e liberdade, bem com a importância que teve (a queda do muro) para as pessoas", explica a organização, referindo-se ao momento em que a orquestra residente da Ópera Estatal de Berlim actuará sob o comando do maestro Daniel Barenbolm.

A quinta sinfonia do compositor alemão Ludwig van Beethoven servirá de momento de reflexão sobre a história do muro de Berlim, desde a sua construção até à sua queda, em 1989, finda a qual se ouvirão testemunhos de quem esteve nos vários momentos deste símbolo de divisão.

"Durante a Revolução Pacífica, centenas de milhares de pessoas levantaram as suas vozes e contribuíram para a queda do Muro", escreve a organização na página oficial do evento, que convidou as pessoas a escreverem a sua mensagem, sob o lema "Deine Vision im Himmel über Berlin" (A sua visão no céu de Berlim).


Muitas dessas mensagens aparecerão este sábado, suspensas no ar, junto às Portas de Brandeburgo, lembrando o processo de reunificação e levando os espectadores a recordar lugar e um tempo que não convém esquecer.

Mas como a memória é curta parece ter despertado em alguns políticos o complexo do”Muro” para os isolar não se sabe bem de quê.

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