Anne Frank morreu há 74 anos

Neste dia em 1945, morria em Bergen-Belsen aos quinze anos Anneliese Marie - ou Anne - Frank, involuntariamente uma das autoras mais famosas e mais lidas do século XX.

 

Apesar de ter nascido em Frankfurt, viveu a vida quase toda em Amesterdão, dois anos dos quais num anexo de uma casa no Prinsengracht durante a ocupação nazi da Holanda.


O seu diário, que já toda a gente leu, tornou-se num monumento ao horror daqueles anos mas também, e de maneira mais comovente, à capacidade do espírito humano de resistir às suas circunstâncias. Apesar de viver fechada naquele espaço com a sua família sem janelas para o mundo, o seu mundo interior era igual ao de qualquer outra adolescente noutro tempo ou noutro lugar. Era uma miúda de quinze anos que sonhava em ser escritora. Não deixa de ser irónico que tenha acabado por sê-lo.


Nas paredes dessa casa, que só visitei uma vez apesar de ter vivido vários anos a poucas centenas de metros, está uma frase de Primo Levi:
«Uma única Anne Frank comove-nos mais do que os incontáveis outros que sofreram tanto quanto ela mas cujos rostos permanecem na sombra. Talvez seja melhor assim; se conseguíssemos imaginar o sofrimento de todas essas pessoas, não seriamos capazes de continuar a viver».


Passaram 74 anos.


Era importante que a voz de Anne Frank continuasse viva, para nos lembrar da nossa capacidade de construir sonhos, e da nossa capacidade de destruí-los.


Anne Frank morreu neste dia de 1945, um mês e três dias apenas antes da libertação do campo de concentração de Bergen Belsen pelos ingleses.

Subscreva a newsletter oturismo.pt
captcha 

Publicidade

Actualidade