Auschwitz-Birkenau foi libertado há 74 anos mas a sombra da intolerância permanece

A 27 de Janeiro de 1945 quem ainda estava vivo em Auschwitz-Birkenau viu chegar as tropas russas que enfim lhes abriram os portões à Liberdade.



O Gabinete de Augusto Santos Silva recorda portugueses que ajudaram a salvar milhares de judeus do holocausto e diz que "a intolerância, a discriminação, o racismo, a xenofobia e o anti-semitismo não se coadunam com os valores" da Constituição portuguesa.


A propósito dos 74 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas, que se assinalaram neste domingo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros recordou alguns portugueses que durante a segunda guerra mundial “livraram da morte milhares de judeus e de outras vítimas do nazismo” sublinhando o compromisso de Portugal com a “defesa intransigente dos direitos humanos”.


Numa nota referindo o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto que se comemora, a 27 de Janeiro o ministério de Augusto Santos Silva afirma que o Governo se associa a esta evocação reiterando que “a intolerância, a discriminação, o racismo, a xenofobia e o anti-semitismo não se coadunam com os valores fundamentais inscritos na nossa Constituição, baseada na dignidade da pessoa humana”.

Uma posição tanto mais significativa quanto nos últimos dias a actualidade nacional ficou marcada por acontecimentos marcadamente violentos no bairro da Jamaica, e sobretudo pela sequência de manifestações de grande violência e ainda declarações sobre racismo, assim como múltiplos incidentes de grande violência em várias zonas da área metropolitana de Lisboa.

Relembramos hoje as pessoas por detrás dos números, vidas martirizadas por uma ideologia que tentou legitimar a crueldade e a morte”, lê-se na nota do MNE. “Não esquecemos também os actos de resistência e de humanidade, onde se incluem os exemplos de coragem e altruísmo de portugueses que livraram da morte milhares de judeus e de outras vítimas do nazismo: Aristides de Sousa Mendes, Alberto Teixeira Branquinho, Carlos Sampaio Garrido e o Padre Joaquim Carreira.”


“Comemorar esta efeméride significa combater o esquecimento. Significa perpetuar a memória para que estes actos não se repitam”, afirma o Ministério dos Negócios Estrangeiros, considerando que Auschwitz-Birkenau foi “palco de uma das mais hediondas barbáries vividas pela humanidade”.

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