A estreia dos jantares vínicos no Jupiter Lisboa Hotel foi um sucesso

A estreia dos jantares vínicos no Jupiter Lisboa Hotel foi um sucesso
O Turismo . PT

O primeiro jantar vínico do Júpiter Hotels Group, decorreu na sua unidade em Lisboa, tendo o Chef Carlos Martins e a sua equipa combinado uma ementa adequada para os Vinhos da Quinta das Corriças.

 

A estreia dos jantares vínicos do grupo Júpiter Hotels, foi um sucesso. Com casa cheia e com clientes "muito satisfeitos", no final da refeição.

Da responsabilidade de Nuno Mateus, Director de F&B (Comidas e bebidas) do Júpiter Lisboa Hotel, todos os empregados e as mesas foram preparadas ao pormenor. O responsável disse a O Turismo.PT que se tratou de um "desafio interessante".

Foi tudo preparado "em intercâmbio com o Chef", mostrando que a cozinha e a sala trabalharam para um único objectivo, o Jantar Vínico.

Nuno Mateus explicou que preparou toda a equipa "com uma formação", para que estivessem "preparados a responder a qualquer questão técnica, ou não" que fosse colocada. Em todas as mesas estavam alguns dos termos usados e a sua explicação, assim como uma breve descrição de cada um dos vinhos.

O Chef Carlos Martins, visivelmente satisfeito com o resultado final, disse a O Turismo.PT, "a minha equipa teve em atenção todos os pormenores de cada um dos vinhos e foi tudo preparado de uma maneira personalizada".

O Director Geral do hotel, Nuno Leandro, apenas referiu "o mérito é todo da minha equipa, a quem agradeço o trabalho". O dirigente é um profissional de poucas palavras, mas muito exigente consigo e com os que o rodeiam.

Quanto à estrela da noite, a Quinta das Corriças, fica localizada entre Valpaços e Miranda do Douro e o seu vinho "é muito conhecido no estrangeiro", afirmou o produtor Telmo Moreira.

Telmo Moreira revelou não ser agricultor, no entanto "estou muito apaixonado pela agricultura". Sobre o Quinta das Corriças salientou não fazem e não pretendem fazer "vinho a granel", uma vez que "queremos a qualidade e não a quantidade". Pode ser um chavão, ou uma frase muito batida, mas o produtor convidou "qualquer pessoa, grupo, ou outro a visitar a nossa quinta", para que possam comprovar a veracidade das suas afirmações. O produtor salientou "não destruímos, nem queimamos a terra. Preservamo-la". Mas um dos factores que considera importantes é o facto de "não utilizar produtos químicos".

A Quinta das Corriças, com 37 hectares, está agora a iniciar a sua vertente de Enoturismo, tendo para já "passeios aéreos, a cavalo e terrestres ao longo do Rio Rabaçal". Para aumentar a diversidade da oferta "estamos a preparar começar os jantares mais para o final do ano"

Telmo Moreira explicou que os seus vinhos "são de guarda, pois podem ser servidos a 15/20 anos", salientando que se trata de "um vinho gastronómico, não é para beber simples". Ou seja devem ser acompanhados com uma refeição e não para uma tertulia ou uma simples conversa.

As castas predominantes na Quinta das Corriças são: Touriga Nacional, Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca e Bastardo. Como Telmo Moreira explicou "Tinta Amarela é um prodígio de trás-os-montes" e "Corriça é o lugar onde se guardava o gado. Recordou que, quando o seu pai iniciou a produção de vinhos, "tínhamos três rebanhos". No entanto actualmente "já nem pastores há, pois desapareceram as ovelhas".

O produtor, que não é agricultor, exerce advocacia há três décadas. No entanto "é o vinho que me apaixona", salientando "estou a pensar em deixar a advocacia para me dedicar exclusivamente ao vinho".

Telmo Moreira partilhou com os comensais, que na sua opinião, "quanto menos tempo os nossos vinhos precisarem de 'comer' ou 'beber' à madeira, serão melhores". Ou seja quanto menos tempo estiverem em barricas, melhores serão. Salientou ainda que "se  um vinho não precisar de ir à madeira, significa que já lá tem tudo"

O cidadão Telmo Moreira deixou um recado para as entidades turísticas nacionais e regionais: "Acho que deviam preservar a linha do Tua, porque é muito importante para o Turismo". Isto veio a propósito da sua vinha ser muitas vezes associada aquela região.

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