Organização Mundial do Turismo convida a prática do turismo sustentável

por: Tomás Ribeiro da Silva

Dentro do planeamento da OMT, o alojamento turístico é uma peça-chave para atingir os objetivos de um setor com grandes emissões em várias frentes: transporte turístico, construção de edifícios, geração de resíduos, custos de energia...

Acredita-se que a melhor forma de alcançar a sustentabilidade é através de recursos que o ambiente fornece, para se puder reduzir a contaminação, não criar impacto no meio ambiente natural/urbano no redor da propriedade, e eliminar todas as emissões de carbono possíveis da atmosfera.

Para que se possam alcançar estes objectivos na projecção e atualização de um alojamento turístico é necessário agir sobre os seguintes factores:

- Consumo de energia preferencialmente através de energias renováveis.

- Projeto da iluminação através de tecnologia LED e monitorada.

- Reaproveitamento de sistemas de água em canais de irrigação, instalações eficientes para o consumo de água sanitária e conscientização do que o consumo de água implica.

- Uso de reciclagem e reutilização em qualquer aspecto do uso hoteleiro.

- Projeto e construção com elementos e materiais sustentáveis.

- Uso da vegetação como elemento de recuperação do meio ambiente e projeto ecoeficiente do hotel.

Estes factores implicam que a gestão dos hotéis deixe de ser feita de forma tradicional e passe a ser feita com o elemento importante da sustentabilidade do meio ambiente.

Tudo isto é um trabalho de estudo, investimento e tempo para que o retorno económico do negócio feche a sustentabilidade dentro de uma das suas variantes mais importantes: a viabilidade econômica do projeto.

Parte desse retorno é a economia de energia na propriedade para atenuar o investimento feito para cumprir os objetivos globais do hotel de reduzir as emissões de carbono em 66% até 2030 e 90% até 2050.

Uma das medidas mais confiáveis ​​para controlar o gasto energético do hotel é incorporar o controlo dos sistemas de energia para saber ao momento de onde vem o consumo dentro do hotel, detectar imediatamente problemas nas instalações ou avaliar a implementação de melhores medidas ou medidas já adoptadas.

Outra das propostas de grande alcance é redesenhar o hotel (no caso de edifícios existentes) ou ter em conta nos novos projetos, o controlo da iluminação ineficiente, sendo que é um custo energético elevado, através de um bom desenho e vigilância que permitiria também reduzir a entrada excessiva de calor e evitar o arranque da refrigeração.

Uma boa gestão da iluminação LED é fundamental para ver a fatura energética reduzida, estabelecendo sistemas de utilização para cada área, bons programas de manutenção com gestão inteligente de lâmpadas, temporizadores ou sensores que permitem ligar ou desligar de acordo com a atividade ou utilização.

A utilização dos recursos naturais num país como a Espanha, com tantas horas de sol também torna muito viável a utilização da energia fotovoltaica para a geração de água quente sanitária e a produção de eletricidade para a iluminação das áreas comuns do edifício, que têm um uso só.

Relativamente à tipologia construtiva, a experiência da Tinsa na área da consultoria energética mostra que, um projecto e investimento na temática são pontos essenciais para eliminar o consumo de energia primária não renovável e reduzir a procura de refrigeração e aquecimento.

Investir no isolamento da fachada e o tratamento dos vãos com carpintaria de qualidade, representam um atenuar muito rápido do investimento, entre 4 e 5 anos, com poupança de custos energéticos. Mas, além disso, esse tipo de ação é sinônimo de conforto dentro do hotel com melhor isolamento acústico, qualidade do ar e iluminação com emissões solares reduzidas com vidros com tratamento solar.

A gestão energética e valores mensais de eletricidade mais reduzidos por parte do hoteleiro, são os pontos de onde será possível conseguir economias significativas de consumo e horários com as distribuidoras de energia elétrica.

RIU Hotels & Resorts

Artigo de Opinião

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