ECDC: "o peso da transmissão através do turismo e das viagens será provavelmente pequeno"

ECDC: "o peso da transmissão através do turismo e das viagens será provavelmente pequeno"
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As viagens dentro da União Europeia (UE) durante o Natal e Fim de Ano terão "pouco impacto" na propagação da covid-19, devido à "transmissão interna significativa" nos países, segundo o Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

Numa altura em que se aproxima o período festivo, e perante questões da agência Lusa sobre o impacto de viagens de, por exemplo, cidadãos europeus que vão visitar família noutro Estado-membro da UE, o ECDC considera em resposta escrita que este tipo de trajectos terá "pouco peso" na propagação da covid-19, desde que colmatado com outras medidas de contenção.

"Numa situação epidemiológica com uma transmissão comunitária interna significativa, como é o caso actual em todos os Estados-membros da UE e do Espaço Económico Europeu, o peso da transmissão através do turismo e das viagens será provavelmente pequeno em comparação com a transmissão contínua que ocorre no contexto local e como resultado do transporte local", explica aquela agência europeia à Lusa.

Ainda assim, o ECDC aponta que "permanecem válidas" as recomendações emitidas pela agência em Maio passado relativamente às viagens em altura de pandemia, com vista a "reduzir a propagação da covid-19", que aconselham a uma redução dos movimentos não-essenciais, ao distanciamento físico e à adopção de medidas de higiene.

Nessas recomendações, esta entidade argumenta que, "em geral, as viagens podem resultar numa propagação de infecções de áreas com transmissão de alto nível para áreas com transmissão de baixo nível", mas nota que essa não é a situação da UE, onde o vírus SARS-CoV-2 já está bastante introduzido em cada Estado-membro.

"A importação pode ocorrer a partir de qualquer ponto de origem onde haja transmissão contínua e a consequência ou impacto da importação será influenciada pelas capacidades de contenção e mitigação no país de destino", assinala também, pedindo aos países que se centrem nestas medidas e em "desencorajar as viagens dos indivíduos sintomáticos".

Já relativamente a uma eventual limitação da circulação dentro da UE, como aconteceu na primeira vaga de covid-19, o ECDC considera nesse relatório (ainda actual) que "as provas disponíveis não sustentam a recomendação do encerramento das fronteiras, o que causará efeitos secundários significativos e perturbações sociais e económicas".

"Com base em provas de estudos de modelização principalmente relacionados com pandemias de gripe, os encerramentos de fronteiras podem atrasar a introdução do vírus num país, mas apenas se [...] forem rapidamente implementados durante as fases iniciais de uma epidemia, o que só é viável em contextos específicos", contextualiza.

Nos trajectos entre países, para o ECDC é "essencial que, embora permitindo a circulação de pessoas dentro ou entre países, existam medidas para minimizar o risco de reintrodução ou de transmissão comunitária sustentada".

Texto: Lusa

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