WEB SUMMIT traz a Lisboa tecnologia e empreendorismo

A cimeira tecnológica Web Summit regressa, entre segunda e quinta-feira, a Lisboa, onde ficará por mais 10 anos, com a organização a prometer "a melhor edição",

 

A Web Summit chegou a Lisboa em 2016 e trouxe 53 mil pessoas de 166 países, 15 mil empresas, 7.000 presidentes executivos, 700 investidores de topo e 2.000 jornalistas internacionais.

No ano passado, estes números subiram, para um total de 60 mil participantes de 170 países, 1.200 oradores, duas mil “startups”, 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.

Porém, estas duas edições anteriores ficaram marcadas não só pela dimensão e pelo crescimento do evento, mas também por polémicas.

Na edição de 2016, verificaram-se várias dificuldades nos acessos (rodoviários e por transportes públicos, como o metro) ao Parque das Nações, zona do evento, bem como problemas na entrada, com alguns participantes a não conseguirem assistir à cerimónia de abertura, por exemplo.


Já no ano passado, foi no final do evento que a polémica se instalou, devido à utilização do espaço do Panteão Nacional para a realização de um jantar exclusivo para convidados da Web Summit, situação que motivou várias críticas e levou a organização a pedir desculpas "por qualquer ofensa causada" e a garantir que o evento, "conduzido com respeito", cumpriu as regras do local.

Para este ano, a organização já prometeu "a maior e a melhor" edição de sempre, com novidades e mais de 70 mil participantes.

Ainda assim, a lista de oradores desta edição já deu que falar, levando o presidente executivo da Web Summit, Paddy Cosgrave, a retirar o convite à líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, para integrar a lista de oradores, depois das críticas de vários setores.


Fundada em 2010 por Paddy Cosgrave e os cofundadores Daire Hickey e David Kelly, a Web Summit é um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo e evoluiu em menos de seis anos de uma equipa de apenas três pessoas para uma empresa com centenas de colaboradores.


Em 2016, a cimeira mudou-se para Lisboa, com uma previsão inicial de ficar três anos. Porém, no início de outubro deste ano, foi anunciado que o evento continuará a ser realizado em Lisboa por mais 10 anos, ou seja, até 2028, mediante contrapartidas anuais de 11 milhões de euros e a expansão da Feira Internacional de Lisboa (FIL).

O acordo prevê ainda uma cláusula de rescisão de 3,4 mil milhões de euros, o que significa que se a Web Summit quiser sair, terá de indemnizar o Estado. Este montante corresponde ao impacto total estimado do evento, já que, segundo fonte da Câmara de Lisboa, se traduz em 340 milhões de euros por cada ano de incumprimento do acordo.

O Governo estima, assim, que a atividade económica gerada por este evento atinja mais de 300 milhões de euros, a par de 30 milhões encaixados em receitas fiscais.

 

À semelhança das duas edições anteriores, a Web Summit decorre entre segunda e quinta-feira no pavilhão Atlântico  e na FIL, em Lisboa.

 

A terceira edição terá "três novos palcos": o DeepTech, no qual estará em foco o impacto de tecnologias como a computação e a nanotecnologia na indústria e na vida quotidiana; o UnBoxed, onde críticos de tecnologia irão analisar produtos eletrónicos; e ainda a CryptoConf, que debaterá assuntos como as moedas digitais.


Ao todo, serão 25 diferentes conferências dentro de uma só cimeira para discutir realidades relacionadas com a tecnologia, em áreas como o ambiente, o desporto, a moda e a política.

 

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