Comunidade LGBT israelita em greve devido à lei de a exclusão de homossexuais

Comunidade LGBT israelita em greve devido à lei de a exclusão de homossexuais
Divulgação

Membros e apoiantes da comunidade LGBT de Israel estão hoje em greve, protestando contra a exclusão de homossexuais da lei da sub-rogação, aprovada a 19 de Julho, que também declara o país nação judaica e o hebraico como língua oficial.

 

Os protestantes marcharam hoje em Telavive e em outras cidades israelitas, exibindo bandeiras com as sete cores do arco-íris e bloquearam, inclusive, uma autoestrada durante algum tempo.

A comunidade contesta a legislação apoiada pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que prevê a sub-rogação para pais homossexuais.

O chefe do Governo de Israel acabou por votar contra, alegadamente sob a pressão dos parceiros de coligação ultra-ortodoxos.

Os protestos evoluíram para um alerta sobre a igualdade, considerando que a legislação aprovada parece ter como alvo o liberalismo israelita.

As manifestações foram amplamente apoiadas por centenas de entidades patronais que permitiram funcionários observar e participar nos protestos sem penalizações.

Texto: Lusa

Ainda para hoje está programado um comício, na Praça Rabin, em Telavive.

A nova lei de Nação-Estado "protege a identidade judaica de Israel e estabelece que apenas os judeus têm direito à sua autodeterminação, além de estabelecer o hebraico como o único idioma estatal, relegando o árabe, idioma co-oficial até agora a 'categoria especial'", disse.

A União Europeia expressou já preocupação pela aprovação da Lei Básica da Nação-Estado pelo parlamento israelita, mas escusou-se a condenar a lei que consagra Israel como nação judaica, "lar nacional" do povo judaico, e o hebraico como única língua oficial.

O parlamento israelita aprovou na semana passada uma controversa lei que consagra Israel como nação judaica, "lar nacional" do povo judaico e o hebraico como única língua oficial.

Após um intenso debate que se prolongou até esta madrugada, a lei foi aprovada com 62 votos a favor e 55 contra, envolta em grande controvérsia, já que para alguns sectores políticos foi considerada discriminatória. Muitos dos deputados árabes israelitas não participaram na votação.

Até aqui, a menção directa à identidade judaica tinha sido sempre evitada devido à existência de outras culturas e religiões no país, que vivem em Israel desde a sua criação, em 1948, e que representam cerca de 20% da população.

De acordo com a nova legislação, "os árabes terão uma categoria especial, todos os judeus terão o direito de migrar para Israel e obter a cidadania de acordo com as disposições da lei, o Estado agirá para reunir os judeus no exílio".

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