Em Cascais joga-se a a batalha de meio da época das equipas da Extreme Sailing Series

As seis equipas da Extreme Sailing Series podem contar com a companhia de uma formação portuguesa, cuja tripulação será anunciada na próxima semana

 

Entre 05 e 08 de Julho acontece em Cascais a esperada competição de meio da época pelo primeiro lugar.

Tendo como anfitrião o prestigiado Clube Naval de Cascais, como parte das comemorações do seu 80.º aniversário, o quarto Acto da época 2018 promete “grandes brisas e uma grande competição, com as equipas das Series a correr por preciosos pontos na costa atlântica de Portugal.”

A estrear-se nas Extreme Sailing Series, Cascais junta-se ao impressionante “portfólio de locais anfitriões em Portugal, depois do campeonato em formato Stadium Racing ter tido lugar em anos anteriores no Porto, Lisboa e Madeira.”

Com o Act 3 ainda bem presente, as equipas internacionais de velejadores de top não vão regatear esforços quando estão a meio caminho da época de 2018 do circuito que engloba sete locais de referência.

As seis equipas regulares nas Series terão como companhia uma convidada local (wild-card); a formação dessa equipa será anunciada na próxima semana.

Actualmente empatadas com 33 pontos cada, todas as atenções vão estar centradas no Alinghi e SAP Extreme Sailing Team.

Após um desapontante terceiro lugar no Act 3, em Barcelona, Rasmus Køstner da Danish SAP Extreme Sailing Team, tem planos para lutar até ao fim em Cascais. “Temos que ter a certeza que vamos carburar com todos os cilindros”, disse forma determinada e convicta Køstner, skipper da equipa. “Não tencionamos desistir desta luta com Alinghi e Oman Air. Esperamos que dure toda a época, até à última corrida em Los Cabos”.

Os rivais suíços do Alinghi têm, no entanto, tácticas diferentes. Não tendo parado de velejar desde o fim de Abril, estão muito focados em descansar antes da competição. Recuperados, descansados e prontos para acção, eles vão trazer o seu melhor para o Act português.

Ambas as equipas se orgulham orgulhamde contar com portugueses nas suas equipas de terra (João Cabeçadas no Alinghi e Renato Conde na SAP Extreme Sailing Team), “permitindo que os velejadores se baseiem nos conhecimentos locais quando planeiam as suas estratégias na água.”

Enquanto os primeiros classificados das Series centram as atenções, há uma competição feroz paralela.

O Team Oman Air, comandado pelo campeão de match racing, Phil Robertson, vai tentar repetir as boas exibições em Cascais, após o segundo lugar alcançado em Barcelona. “Temos lutado muito para estarmos prontos em Cascais”, disse. “O foco da Team Oman Air tem sido em colocar o barco nas suas melhores condições e só depois pensamos na corrida.”

A equipa de Omã teve o seu barco fora de acção no terceiro da do Act 3, em Barcelona, depois de um contacto com a Red Bull Sailing Team durante a Regata 18.


Reputada mundialmente como um centro de vela, Cascais é conhecida pela sua brisa marcante. Situada na ponta ocidental de Portugal, é de esperar que a localização ofereça às equipas uma variedade de condições atmosféricas típicas do Oceano Atlântico para navegarem. “Vai ser certamente um evento ventoso”, disse, entusiasmado, o director desportivo da Red Bull Sailing Team, Hans Peter Steinacher. “Combinado com a força que temos a bordo do nosso barco, com o duplo campeão olímpico Roman Hagara no leme, penso que iremos ter uma grande etapa. Espero ter quatro verdadeiros bons dias na água.”


O skipper do Team México, Erik Brockmann, está igualmente optimista para o Act 4. “Já velejei em Portugal antes, mas em barcos maiores”, explicou. “Desta vez, vai ser um pouco diferente. É um excelente local e estou muito ansioso por velejar novamente lá.”

O Act 4, em Cascais, decorre entre 05 e 08 de Julho, com os dois últimos dias a serem transmitidos ao vivo, no Facebook e YouTube. A frota dos GC32 vai ter a companhia da Flying Phantom Series, no seu penúltimo evento do seu circuito de cinco etapas. A frota internacional de sete embarcações, que inclui os portugueses José Caldeira e Hélder Basílio, da UON Sailing Team, vão navegar ao lado dos GC32.


As Extreme Sailing Series voltam a fazer equipa com o Sailors for the Sea, projecto que une os velejadores na protecção dos oceanos e promoção da sustentabilidade. As Series estão empenhadas no reconhecimento por parte da Clean Regattas, a única entidade mundial que certifica eventos náuticos.

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