Restaurantes de Lisboa confiantes no Red Bull

Restaurantes de Lisboa confiantes no Red BullOs trabalhadores da restauração da zona ribeirinha de Lisboa têm expectativas elevadas quanto à primeira realização da prova Red Bull Air Race na capital, acreditando que os adeptos da corrida ajudem a pagar as contas em ano de crise.
Aquela que é tida como a “fórmula um dos céus” realiza-se apenas no primeiro fim de semana de Setembro, em Lisboa, entre a ponte 25 de Abril e a Torre de Belém, mas nos restaurantes e cafés da zona ribeirinha preparam-se já os dias que hão de ajudar em ano de crise.
Nos restaurantes junto ao Padrão dos Descobrimentos, as expectativas são já “altíssimas”. Rita Rocha, proprietária de um desses estabelecimentos, salientou que a vinda da prova para Lisboa “é óptima em todos os sentidos”, mas “principalmente para o comercial”.
“Temos muitas expectativas, pela quantidade imensa de pessoas que vimos que acorreram ao Porto. Por isso estamos já a preparar-nos para ter mais pessoas a dar apoio aos visitantes, vamos ter grandes stocks de água e daquilo que for preciso”, disse.
Também em Belém, junto à estação fluvial, Tiago Agon, responsável de um café, lembra a vez em que se deslocou ao Porto de propósito para ver a prova: “Era impossível chegar à beira do rio”.
“Se for assim em Lisboa isto vai estar completamente cheio e vai ser muito bom para o negócio. Vai ser muito trabalhoso, mas vai valer a pena. Por isso as nossas expectativas para a prova são óptimas”, disse Tiago Agon.
Já nas Docas de Alcântara, onde se situam vários restaurantes e bares, bem debaixo da Ponte 25 de Abril, a expectativa vai diminuindo, uma vez que os empresários acreditam que “quem vai às Docas é o português e não o turista”, que a prova “terá mais impacto perto da Torre de Belém” e que “tinha mais valor no Porto, por causa da vista”.
No entanto, os empresários com quem a agência Lusa falou admitiram o lado positivo do evento, afirmando que “tudo o que são eventos em Lisboa são bem-vindos” e “ajudam sempre ao negócio”, mas “não tanto quanto às vezes se pensa”.
Em Algés, onde será construída a pista de aterragem dos aviões da corrida, a prova entusiasma os restaurantes e cafés, ao mesmo nível do festival de música Optimus Alive, que todos os anos se realiza no mesmo espaço.
Nos bares junto à estação, as mais próximas, os proprietários fazem já contas “à quantidade de cerveja que terá de ser comprada” e dizem que, pelo menos, segundo as contas do festival de música, as “vendas devem aumentar o triplo” durante a Red Bull Air Race.
Outra questão apontada pelos empresários tem a ver com as equipas técnicas de preparação do evento: “Não nos podemos esquecer das equipas que vêm construir a pista, montar o espaço, nem dos dias das provas, esses dias é que são bons”, disse Manuel Dias, dono de um café em Algés.
No ano passado, no Porto e Gaia, a prova juntou 720 mil espectadores.
Quando foi feito o anúncio oficial da prova, o presidente da Associação de Turismo de Lisboa avançou que se estima que o espectáculo traga cerca de 50 mil visitantes, que gastarão 39 milhões de euros durante a sua estadia.
Em Lisboa vai realizar-se a prova da final do campeonato da Red Bull, depois de as aeronaves andarem a fazer acrobacias a 400 quilómetros hora de velocidade entre pilares insufláveis de 20 metros em cidades tão distintas como Nova Iorque, Budapeste ou Abu Dhabi.
(AC)

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