O futuro está no Metaverso

O futuro está no Metaverso
Hugo Teixeira Francisco

Já ouviu falar do metaverso? Bem, provavelmente já, nem que seja pelo facto do Facebook ter mudado o nome do grupo que gere a rede social homónima, juntamente com o Instagram, WhatsApp e App Annie (app do grupo que serve para gerir Analytics e market data) para Meta.

O grupo Facebook foi a primeira empresa a ter assumido a importância do metaverso, mas não é o único. Empresas como a Microsoft, Disney, e Amazon estão também a investir naquilo que é já conhecido como o futuro da Internet.

Mas afinal, o que é o metaverso? O mestaverso é um espaço digital preenchido por representações digitais de lugares, coisas e mais importante, pessoas. Basicamente é um "mundo digital", criado e povoado por pessoas reais, representadas por objectos digitais.

De muitas maneiras, o Microsoft Teams ou Zoom já é uma forma de metaverso. Quando está numa reunião “está lá na sala”, mas pode estar como uma imagem estática, um avatar ou um vídeo ao vivo. O metaverso é um contexto mais amplo de "reunir pessoas". Claro que não se resume a reuniões, porque se assim fosse, não seria mais do que uma “chamada Skype complexa”. Estamos a falar de muitas outras coisas, como reuniões, visitas e workshops, integração ou treinos, visitas virtuais e muitos mais. Se usamos ósculos 3dD então, a experiência no metaverso será muito mais envolvente.  

Mas porque é que subitamente toda a gente fala disto? O buzz sobre o mundo digital e sobre a realidade aumentada surge a cada poucos anos, mas geralmente acaba por desaparecer, como foi o caso do Second Life, lançado em 2003. Na verdade, este jogo, onde pela primeira vez podíamos ter um avatar para nos representar digitalmente, acabou por ser um dos percursores desta tecnologia.

 No entanto, existe um entusiasmo crescente sobre o metaverso entre investidores e grandes empresas de tecnologia, e neste momento, ninguém quer ficar para trás. Há um entendimento generalizado que esta tecnologia será o futuro da Internet. Também há a sensação de que, pela primeira vez, a tecnologia está quase lá, com os avanços em jogos de realidade virtual (RV), como o caso do Fortnite, e a conectividade muito mais perto do que pode ser necessário, com o advento do 5g.

Podemos então dizer que muito provavelmente estão reunidas as condições para darmos o salto para o “Metaverso de Negócios”, onde vamos transformar as nossas experiências e produtos em soluções digitais.  Já está a tomar forma este novo conceito de fazer negócio. Vejam por exemplo a formação, que muito graças às restrições da pandemia, passou de "e-learning", para "we-learning". Agora já temos a "aprendizagem digital" e, em breve, a "aprendizagem imersiva". Isso implica um enorme novo conjunto de aplicativos - de integração e treino para o desenvolvimento de liderança, reuniões, experiências simuladas, grandes eventos para funcionários e, é claro, entretenimento.

Também aqui o turismo, que é a indústria das experiências” poderá ter uma oportunidade fantástica. Imaginem a possibilidade de venderem um pacote de experiências de animação turísticas online, onde o cliente sem sair de sua casa, pode fazer um programa imersivo, de realidade aumentada, podendo sempre depois voltar a ter a experiência, mas desta vez no destino.

O consumo de produtos digitais aumentou substancialmente nos últimos anos, com a implementação da tecnologia blockchain, permitindo investimentos em Bitcoin, em token não fungíveis (NFT´s) e até em “terrenos”, tendo sido vendido um terreno no metaverso por 2,4 milhões de dólares.

A tecnologia está a acompanhar a tendência de consumo dos consumidores para o futuro ser no metaverso, e a mudança vai surgir na palma da sua mão.

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