Querida, desliguei o Facebook!

Querida, desliguei o Facebook!
Hugo Teixeira Francisco

Este é o momento da clara aposta no digital, onde empresas e empresários criam conta no Facebook e ficam convencidos que estão a fazer tudo ao seu alcance nestes canais. Se é o seu caso, lamento informar, está muito longe disso.

O dia 04 de Outubro já era um dia rico em celebrações, desde ser o Dia Mundial do Animal, ao dia em que se celebra São Francisco de Assis e, até, ao Dia da Natureza. Agora fica também na história como o dia em que o Facebook “crashou”. Na verdade, não foi só o Facebook, mas todo o seu ecossistema, desde o “irmão mais novo” Instagram, aos serviços de mensagens instantâneas Messenger e WhatsApp e à nova APP de realidade virtual Oculus.

Não, o problema não foi mesmo da sua internet ou do seu smartphone. Aconteceu mesmo o que muito diriam ser exactamente improvável, e durante aproximadamente seis horas, e em todo o mundo, a rede social que está sempre ligada, desligou-se. Ficou assim o mundo em suspenso a partir do momento em que se perdeu o acesso a estas plataformas, que conjuntamente tem cerca de 3,9 mil milhões de utilizadores.

Não deixa de ser curioso que, há medida que as reclamações iam surgindo um pouco por todo o mundo, de acordo com o site Down Detector ultrapassaram os 10 milhões, o Facebook teve que recorrer à concorrência, no caso o Twitter, para se desculpar do sucedido e anunciar a retoma dos seus serviços. Além dos claros constrangimentos causados pelo “apagão” de milhões de contas pessoais e profissionais, também a saúde financeira do gigante tecnológico ficou bastante abalada, sendo que as acções caíram 4.9% desde segunda-feira. Paralelamente a riqueza pessoal do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, caiu em mais de seis mil milhões de dólares americanos, tendo mesmo feito descer o fundador uma posição na lista dos mais ricos do mundo, de acordo com a Bloomberg.

Na verdade, esta situação não é nova, uma vez que já em Março e em Julho o Facebook teve falhas generalizadas nos seus serviços, o que pode indiciar que provavelmente não vamos ficar por aqui. Talvez seja este o momento de reequacionar a nossa dependência em determinadas plataformas, que bem trabalhadas e devidamente alicerçadas, com conteúdos patrocinados, permitam ter sérios retornos económicos, mas que provocam dependências pouco saudáveis.

Estamos num momento de viragem e de clara aposta no digital, onde muitas empresas e empresários se limitam a ter uma conta de Facebook para estarem satisfeitos e convencidos que estão a fazer tudo ao seu alcance nestes canais. Se este é o seu caso, lamento informar, mas está muito longe disso. O Social Media Optimization, ou Optimização de Redes Socais (trabalho para colocar a sua página no topo das páginas de um determinado segmento ou indústria) é apenas um dos vários canais digitais que devidamente trabalhados permitem aumentar significativamente o público-alvo e possibilitam às empresas de turismo crescer.

Se há um ditado antigo que diz “não coloque os ovos todos na mesma cesta”, talvez seja o momento de deixar de colocar todos os seus esforços na mesma rede social. 

RIU Hotels & Resorts

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Artigo de Opinião

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