Muitas são as homenagens que prestam a Manuel Cargaleiro

por: António Manuel Teixeira
Muitas são as homenagens que prestam a Manuel Cargaleiro
Reconquista

Muitas personalidades e instituições recordam o Mestre e o seu contributo para Portugal no dia da sua morte.

Na nota de pesar da Ministra da Cultura diz: "Manuel Cargaleiro deixa um legado ímpar, cruzando referências e gerações", assinalando que Cargaleiro, nascido em 1927, em Chão das Servas, Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) criou a fundação com o seu nome em Castelo Branco, cujo Museu mostra a sua obra, incluindo a extensa colecção de cerâmica.

Dalila Rodrigues recorda: "Representado em colecções nacionais, entre elas a Colecção de Arte Contemporânea do Estado, e internacionais, o seu trabalho foi reconhecido e homenageado, tendo sido condecorado como Comendador da Ordem Militar de Santiago da Espada de Portugal (1983), Grau de Officier des Arts et des Lettres, atribuído pelo Governo francês, em 1984, Grã-Cruz da Ordem do Mérito (1989), Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2017), Medalha de Mérito Cultural (2019), Medalha Grand Vermeil (2019), Grã-Cruz da Ordem de Camões (2023)".

O primeiro-ministro Luís Montenegro manifestou o seu "profundo pesar" pelo óbito, que classificou de "artista multifacetado, conhecido do grande público sobretudo pela sua obra como pintor e ceramista".

O secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, conheceu o Mestre no seu Museu e presta "sentida homenagem a uma personalidade encantadora, artista consagradoe, com quem tive o privilégio de, na Turismo do Centro, contar com uma das suas obras", disse a O Turismo.PT

O edil de Castelo Branco, recebeu a notícia da morte do Mestre Cargaleiro "com enorme pesar e consternação" e sublinhou que o município vai decretar três dias de luto municipal.

Leopoldo Rodrigues acrescentou á Lusa: "O dia de hoje é um dia de pesar, de tristeza e é também um dia que serve para reflectir sobre o sentido da vida", considerando ainda que o ceramista foi uma figura maior da cultura nacional e albicastrense.

A Câmara Municipal de Lisboa também prestou uma "sentida homenagem" ao artista nas suas redes sociais. "O pintor e ceramista, reconhecido em todo o mundo, deixou a sua assinatura em igrejas, jardins, estações de metro e em variadas peças. Em 2022 foi distinguido com a Medalha de Honra da cidade", pode ler-se numa publicação na rede social Facebook.

A autarquia do Seixal manifestou "profundo pesar" pela morte do artista e enfatizou as suas "fortes ligações ao Seixal".

"O mestre Manuel Cargaleiro é autor de uma obra que tem percorrido o mundo e um dos mais conceituados e internacionais artistas plásticos portugueses. Com a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, o mestre regressou ao Seixal e, em particular, à Quinta da Fidalga, local de onde guarda memórias e vivências da sua infância e juventude, quando residiu na margem sul em virtude de o pai ter sido administrador da Cooperativa Agrícola de Almada e Seixal e o primeiro Provedor da Santa Casa de Misericórdia do Seixal", destacou o município num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

A Fundação Calouste Gulbenkian publicou um vídeo sobre o artista, em que conjuga as suas palavras com imagens das suas obras. "Eu nasci para Paris com a Fundação Gulbenkian", afirma Cargaleiro neste vídeo, recordando os seus tempos de bolseiro na cidade onde viria a fixar-se e a obter reconhecimento internacional.

A Gulbenkian reproduz estas palavras de Cargaleiro "com orgulho", recordando "a sua extraordinária carreira". Cargaleiro está representado na Colecção do Centro de Arte Moderna da fundação com mais de sete dezenas de obras, onde os elementos da natureza, como as flores, são os mais presentes.

O Museu Nacional de Arte Contemporânea também lamenta a morte do autor de "Ruínas da Grécia" e de "Le départ de l'ombre", reconhecendo a importância da sua obra, assim como o Museu Nacional Soares dos Reis que o define como "nome de referência da arte portuguesa (...) a nível internacional", e adiantando que obras do artista entraram recentemente no seu acervo, através da "doação de uma colecção de arte privada".

Museu Nacional do Azulejo fala de "um dos nomes maiores do panorama artístico nacional e, em particular, da cerâmica portuguesa". O museu recorda alguns dos seus trabalhos em cerâmica e que o artista se "considerava o operário mais antigo da [fábrica de azulejos] Viúva Lamego, onde tinha atelier desde a década de 1940".

A empresa Viúva Lamego, para a qual o pintor e ceramista Manuel Cargaleiro colaborava desde 1949, expressou enorme pesar pela partida do seu "operário mais antigo".

"Hoje partiu um dos nossos. Fica a enorme saudade amaciada pela nossa memória coletiva do sorriso que a todos conquistava, a simpatia e amizade, sempre acompanhadas pelo cuidado, o rigor e a excelência", lembra a empresa, em comunicado, indicando tratar-se de "um legado" de que muito se orgulha.

Cavaco Silva, disse ter-se despedido de "um grande amigo". Anibal e Maria Cavaco Silva escreveram uma nota dizendo: "Manuel Cargaleiro deixou-nos só fisicamente, porque artistas como ele nunca morrem. Vidas longas ou curtas, as que importam são as que deixam marcas. Nós, para lá do grande e único artista, despedimo-nos também de um grande amigo, que esteve muito presente em vários momentos importantes da nossa vida".

A Fundação Manuel Cargaleiro reagiu à morte do seu fundador, afirmando que "o céu ganhou ainda mais azul", numa mensagem publicada na sua página na rede social Facebook.

A instituição garante que a obra transcendente do Mestre, como a define, "fica para sempre". Assim, agradece-lhe por continuar a "acrescentar luz, cor e poesia aos nossos dias".

Vhils escreve "Obrigado, Mestre", na sua página no Instagram, ao mesmo tempo que publica imagens do artista e do trabalho conjunto que desenvolveram em 2023 para o Museu Manuel Cargaleiro.

Isabel Brito da Mana, declarou que o marido "morreu tranquilo, rodeado pelos seus, adormeceu", numa breve declaração à Lusa.

Lusa/O Turismo.PT

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