Antonio-Pedro Vasconcelos foi "um cidadão empenhado e inconformado"

por: António Manuel Teixeira
Antonio-Pedro Vasconcelos foi "um cidadão empenhado e inconformado"
SPA/Jaime Serodio

O ministro da Cultura recordou a actividade de António-Pedro Vasconcelos, não apenas como realizador, mas também como crítico literário e de cinema, como argumentista, produtor, e na definição de políticas públicas para o cinema.

"Foi além de tudo e antes de tudo, um cidadão empenhado e inconformado, comprometido desde sempre com os rumos da democracia, designadamente na defesa do serviço público de rádio e televisão", sublinhou Pedro Adão e Silva em nota de pesar publicasa nas redes sociais.

O Ministro recordou ainda os seus primeiros filmes -- 'Perdido por Cem...' (1973), 'Adeus até ao meu regresso' (1974) e 'Oxalá' (1979) -, que "imediatamente o estabelecem como um dos principais autores da nova geração".

"Mais tarde, defende a necessidade de conciliar o cinema [português] com o grande público, ambição que concretiza na prática", em filmes como 'Aqui Del´Rei' (1992) e 'Jaime' (1999).

O ministro da Cultura lembrou também o papel de Vasconcelos na definição de políticas públicas para o sector, como coordenador do Secretariado Nacional para o Audiovisual, e a nível europeu, como presidente do grupo de trabalho para o Livro Verde da Comissão Europeia para o Audiovisual.

Nascido em Leiria em 10 de Março de 1939, António-Pedro Vasconcelos foi também professor, tendo fundado o Centro Português de Cinema, como indica a biografia patente na Academia Portuguesa de Cinema.

"Hoje, mais do que nunca, temos a certeza que o nosso A-PV, que tanto lutou para que todos fôssemos mais justos, mais corretos, mais conscientes, sempre tão sérios e dignos como ele, será sempre um Imortal", escreveu a família em comunicado.

Lusa/O Turismo PT

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