Artur Albarran, o homem da "tragédia, o drama, o horror", morreu aos 69 anos

por: António Manuel Teixeira

O antigo jornalista e apresentador de televisão Artur Albarran morreu esta terça-feira ao final da tarde, aos 69 anos, onde estava internado no Hospital São Francisco Xavier.

Artur Albarran esteve muitos anos à frente das câmaras e passou por várias situações que ficaram na sua e na nossa história.

O jornalista e apresnetador começou a carreira no Rádio Clube de Moçambique, tendo ainda passado pelo Rádio Clube Português antes de ingressar na RTP em 1980.
O antigo jornalista chegou também a trabalhar na televisão pública britânica BBC.

Na RTP,  fez parte da equipa fundadora do programa “Grande Reportagem”, tornando-se mais conhecido dos espectadores, quando esteve como enviado especial à Guerra do Golfo, no início de 1991.

Como repórter de guerra, acompanhou ainda o conflito na Somália, a partir de Dezembro de 1992, quando as forças norte-americanas entraram naquele país africano para tentar pôr fim à guerra civil.

Artur Albarran assumiu ainda a direção do jornal “O Século Ilustrado”, tendo sido apresentador na TVI, em 1993. A Media Capital, proprietária da TVI, recordou que, nesse ano, foi o “principal jornal da estação, ao lado de Bárbara Guimarães e Sofia Carvalho”.
A estação recorda-o como "um profissional ousado, que construiu uma relação de grande proximidade com o público. Os seus programas, bem como as reportagens que fez como enviado especial à Guerra do Golfo, ficam para a história da televisão portuguesa”.

Em 1996, o apresentador mudou-se para a SIC, onde apresentou programas como “A Cadeira do Poder” em 1997 que apresentou os programas “Acorrentados” e "imagens Reais", sendo este último onde acaba por celebrizar a frase que lhe é associada: “a tragédia, o drama, o horror”.

Não podemos deixar de recordar o anúncio que fez a uma pasta de dentes, em que o seu sorriso lhe valeu 20 mil contos, em 1986.

O diagnóstico de cancro entra na vida do antigo jornalista em 2011, avançando para o tratamento para um mieloma múltiplo, uma espécie rara de cancro.

Mas, oito anos depois, Albarran anuncia pelas redes sociais que está novamente a lidar com a doença, submetendo-se ao segundo transplante de medula óssea.

Em Novembro passado, acaba levado de urgência para o Hospital de São Francisco Xavier, onde veio a morrer na tarde de 15 de Fevereiro de 2022.

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