“Romeu e Julieta” ou como se pode contar uma história de pernas para o ar.

Depois de levar à cena algumas outras peças de Shakespeare foi agora a vez de a equipa do “Filho do Meio” levar a palco “Romeu e Julieta”, só que de uma forma diferente, invertida, do fim para o inicio.



Romeu e Julieta” é uma história de amor, e nem por ser contada do avesso perde a beleza que a paixão entre dois adolescentes lhe confere.
Na primeira cena os jovens estão mortos depois do terrivel engano dos suicídios. E partindo deste ponto e sabendo que este é o final redutor da paixão das duas crianças  o desenrolar da história vai trazendo alguma diferença pois a realidade que nos surge em palco é bastante diferente e mais alegre que a que temos como certa, a morte dos dois amantes.
Mas Luis Moreira faz desenrolar as situações como se em tempo normal acontecessem e não de traz para a frente.

Daí que os amantes têm a noção clara real do tempo que não têm mas é aí que reside a beleza deste texto. Eles vivem depois de terem morrido com a certeza que o mesmo vai acontece mas agora já conhecem o destino que os aguarda.
Não há tempo nem para vingança nem  para ódio só o Amor importa. “E só a sua verdade é eterna”.

É uma peça com dramaturgia e encenação de Luis Moreira, com boas actuações sobretudo de Mónica Garcez, uma ama com as características que conhecemos das amas desde Gil Vicente, bem acompanhada por outros dos seus acompanhantes. Raquel Montenegro e Joana Chandelier com um bom trabalho na encenação e movimento.

“Romeu e Julieta” é quanto a nós uma peça que merece ser vista e resta-nos só um comentário: e Shakespeare que pensará do seu “Romeu e Julieta” lido de traz para a frente? O certo é que o conteúdo da história está lá o ciúme, a noite, a desgraça, a morte e o Amor!.

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