Alice Vieira, Jorge Palma e António Variações condecorados por Marcelo Rebelo de Sousa

Alice Vieira, Jorge Palma e António Variações condecorados por Marcelo Rebelo de Sousa
Tiago Miranda/Blitz

O Presidente da República condecorou hoje (17/11), Alice Vieira e Jorge Palma, bem como António Variações, a título póstumo.

Alice Vieira, escritora e jornalista, foi condecorada como Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública, que reconhece "altos serviços prestados à causa da educação e do ensino".

Em mais de quatro décadas de escrita, Alice Vieira publicou poesia e romance para adultos, mas é no universo infanta-juvenil que a situam, com várias dezenas de livros, entre os quais “Rosa, minha irmã Rosa”, “Úrsula, a maior”, “Viagem à roda do meu nome” e “Meia hora para mudar a minha vida”.

Em 1997, Alice Vieira foi condecorada com a Ordem do Mérito, no grau de Comendadora, pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, juntamente com outras 31 personalidades femininas, no âmbito do Dia Internacional da Mulher.

 

Jorge Palma, que completou 70 anos de vida e 45 anos desde a publicação do álbum “Com uma viagem na palma da mão”, recebeu a condecoração da Ordem do Infante D. Henrique, no grau de Comendador.

Já em Setembro, a voz por trás de temas clássicos da música portuguesa como “Frágil” ou “Deixa-me rir” recebeu a medalha de mérito cultural da cidade de Lisboa, no concerto que celebrava o seu 70º aniversário. Na altura, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontrava na plateia, subiu a palco para homenagear Jorge Palma, deixando a promessa que “a seguir vai ser a homenagem nacional”, momento que agora se comprova.

O Presidente da República disse, sobre Jorge Palma, que "é um caso raro em Portugal. Compositor e interprete admirado pelos colegas, amado pelo público, demasiado célebre para o papel de génio obscuro, demasiado genuíno e rebelde para ser um músico previsível e formatado”.

Na cerimónia, que teve lugar no Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que “por tudo quanto lhe devemos, da tal rebeldia, ao tal arrojo, à tal independência sempre criativa, esta homenagem só pecou por tardia”.
Emocionado e feliz com o reconhecimento, Jorge Palma agradeceu com a humildade que todos lhe reconhecemos dizendo “ao receber esta distinção com a qual tão generosamente me honrou e que, porventura, ultrapassará os meus méritos pessoais, não posso deixar de a partilhar com todos aqueles que, na área da Cultura, tanto de si têm dado e que, sobretudo neste momento de aflição, continuam a esforçar-se por dar”.

 

Em jeito póstumo, António Variações, que faria este ano 76 anos, foi também homenageado pelo Presidente da República, com o título de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, tendo a distinção sido recebida por Jaime Ribeiro, um dos irmãos do músico.

Apesar de ter deixado tão só dois LP’s editados – “Anjo da Guarda” (1983) e “Dar e Receber” (1984) – o artista minhoto é um simbolo da música portuguesa, percorrendo o seu legado os anos, até ao presente. A sua vida deu mote ao filme “Variações”, de João Maia, estreado em 2019.

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