Argentina Santos começou no fado "por mero acaso"

De 06 de Fevereiro de 1924 a 18 de Novembro de 2019 viveu, uma das mais conhecidas fadistas, Argentina Santos.

 

Nascida a 06 de fevereiro de 1924 no bairro lisboeta da Mouraria, foi na vizinha Alfama que Maria Argentina Pinto dos Santos, de seu nome completo, fez vida e carreira, nomeadamente à frente da casa de fados Parreirinha de Alfama, onde uma vez, na década de 1950, numa tertúlia, lhe pediram para cantar e entrou numa desgarrada "por mero acaso", como contou numa entrevista à agência Lusa.

A Parreirinha de Alfama, onde Argentina Santos era cozinheira, oficialmente, não apresentava fados, mas aconteciam tertúlias, nomeadamente com a participação do fadista Filipe Pinto, e certa vez uns jornalistas fizeram referência aos bons petiscos que ali se serviam e ao fado se cantava.

Esta referência obrigou a fadista a tornar a Parreirinha, que servia refeições aos fragateiros [homens que trabalhavam nas fragatas], um espaço de fado, que inaugurou com o fadista Alberto Costa (1898-1987).

Apesar de vários discos gravados, de ter protagonizado o espetáculo “Cabelo Branco é Saudade” (2005), de Ricardo Pais, com o qual atuou em vários palcos europeus, e de ter participado no Festival de Edimburgo, numa das entrevistas à Lusa a fadista afirmou que gostava mais de cozinhar do que cantar.

O investigador de fado Luís de Castro, que foi cliente "mais de 50 anos d'A Parreirinha", e amigo da fadista, realçou à Lusa a "excelente gastronomia portuguesa à qual ela dava sempre um toque especial".

Ao seu nome ficam associados fados como “Chico da Mouraria”, “A Minha Pronúncia”, “As Duas Santas”, “Juras”, “Chafariz d’El Rei”, “Lisboa, Casta Princesa”, “Passeio Fadista”, “Praga”, "História de Uma Velhinha", “Coração Não Batas Tanto” ou “As Minhas Horas”.
Texto: Lusa

Mídia

D.R.

Fim do Ano

Fim do Ano

Subscreva a newsletter oturismo.pt
captcha 

Publicidade

Actualidade