Rodrigo Leal pede "ao Brasil que se lembre dele batendo o pé, dançando o vira"

Decorreu hoje em São Paulo o velório e funeral do cantor Roberto Leal, com muitos amigos e fãs.

 

Sob aplauso e gritos dos fãs, o corpo do cantor português Roberto Leal deixou o velório em um caminhão do Corpo de Bombeiros. Por volta das 13:40 (hora local), o caixão foi levado da Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, região central de São Paulo, e seguiu para o funeral no Cemitério de Congonhas, na zona sul.

O corpo do cantor Roberto Leal, que morreu ontem aos 67 anos, foi velado hoje na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, região central de São Paulo. Amigos, familiares e fãs do cantor compareceram à cerimónia, que foi aberta ao público. Estiveram no local o casal Daniela Albuquerque e Amilcare Dallevo, o humorista Carlos Alberto de Nóbrega e as apresentadoras Sonia Abrão e Nani Venâncio. O caixão deixou o local num camião do Corpo de Bombeiros. Fãs aplaudiram e cantaram sucessos do cantor.

Um fã chegou a levar uma bandeira da Portuguesa, e a entregou para um dos filhos do cantor, Rodrigo, falando com orgulho que o artista era torcedor do clube e escreveu um hino para o clube.

Logo cedo, formou-se uma fila daqueles que queriam prestar sua última homenagem ao cantor. Pessoas trouxeram consigo t-shirts e bandeiras de Portugal, que também podiam ser vistas próximas ao caixão, ao lado de bandeiras brasileiras. Entre as coroas de flores, estava uma do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Rodrigo Leal, filho de Roberto Leal, falou com carinho de suas lembranças. "Agradeço o carinho que estamos recebendo. Meu pai vendia alegria. Acho que ele gostaria de ser lembrado como um cara que gostava de transmitir alegria. Ele sempre passava uma palavra de esperança. Peço ao Brasil que se lembre dele batendo o pé, dançando o vira". Explicando o seu amor pelo seu país natal disse "fomos residir em Portugal em 1989 e, passados quatro anos, ele quis voltar. Meu pai bebeu do carinho e da espontaneidade do brasileiro. Ele sempre falava que devia muito ao povo brasileiro".

Roberto revelou que a família mentiu para o cantor sobre a gravidade de sua doença para preservá-lo. "(...) A gente conseguiu ludibriar o meu pai em termos clínicos. Enquanto o câncer colocava mais um ponto no fígado, a gente dizia: 'Você está com uma manchinha só'. A gente sempre driblando para que a cabeça [dele] nunca fosse abaixo", afirmou.

Visivelmente abalada, Daniela Albuquerque, chorou perto do caixão no seu adeus ao cantor. "Vou sentir muita falta dele. Era meu amigo, amigo mesmo, amigo de alma. No nosso último encontro, ele estava muito feliz. Meu coração ficou partido com a partida do Roberto, sem dúvida, o português mais amado do Brasil", disse, afirmando ainda que "o momento é de tristeza".

A apresentadora de televisão afirmou ainda que Roberto Leal "era uma pessoa muito iluminada, falo que é um amigo de alma. Acho que foi um dos artistas mais puros, verdadeiros, que entrevistei. Era uma troca, era recíproco. Ele até me deu um xale da Amália Rodrigues. Ela tinha dado para ele e ele sentiu [vontade] de me dar aquele presente. Falei: 'Nossa, como assim?'. Ele falou uma frase que ficou marcada no meu coração: 'Amália sempre falava que uma mulher forte poderia carregar esse xaile nas costas, e você é essa mulher", disse Albuquerque sobre o cantor.

José de Sá, empresário de Roberto, acompanhou o cantor nos últimos dias e afirmou que ele percebia estar com a saúde debilitada. "Estava preparado, mas não quis entregar os pontos. Estava sofrendo um pouco nesses últimos tempos", afirmou. O empresário salientou que o cantor "foi, até hoje, o maior divulgador da música portuguesa no mundo. Trinta milhões, nunca nenhum artista [português] alcançou essa venda no mundo, esse legado é importante. É um público diferenciado: é carinho, família, amor. É isso que ele sempre procurou semear".

A causa da morte do cantor foi insuficiência hepato-renal em razão de um melanoma maligno (um câncer de pele), que evoluiu e atingiu o fígado.

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