Em oito meses, o Brasil caiu 68,8% na aviação e 43,2% na hotelaria e restauração

A facturação do turismo do Brasil, um dos sectores mais afectados pela pandemia de covid-19, cerca de 34% entre Janeiro e Agosto deste ano, face ao mesmo período de 2019.

O levantamento, feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado de São Paulo (FercomercioSP), a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o resultado negativo se deveu, principalmente, a uma queda de 68,8% das viagens aéreas e a uma de 43,2% da hospedagem e restauração.

"A única área que se mantém com saldo positivo no ano é a de transporte aquaviário (transporte de mercadorias e de passageiros por via marítima), que registou um aumento de 10,7% entre Janeiro e Agosto", ressaltou a FecomercioSP em comunicado.

No período analisado, o turismo brasileiro facturou cerca 70,4 mil milhões de reais (10,7 mil milhões de euros, no câmbio actual), contra as receitas de 106,1 mil milhões de reais (106,1 mil milhões de euros) contabilizadas no período homólogo do ano passado, o que representa um prejuízo de 35,7 mil milhões de reais (5,4 mil milhões de euros) para o sector.

Contudo, apesar do recuo na facturação, a FecomercioSP indicou que o sector do turismo "tem motivos para ficar mais optimista nos próximos meses".

"Além da saída gradativa do isolamento social, como se viu nos feriados nacionais de Setembro e Outubro, muitas operadoras de turismo brasileiras já têm pacotes fechados para o primeiro semestre de 2021. Com a retomada de medidas de isolamento em países mais visitados da Europa, como França, Itália e Espanha, a Federação observa potencial na procura doméstica", frisou a entidade.

Quase oito meses depois da chegada da covid-19 ao Brasil, registada oficialmente no país em 26 de Fevereiro, praticamente todos os estados adoraram políticas de reabertura económica, abandonando as restritivas normas de isolamento social, movimento amplamente defendido pelo Presidente, Jair Bolsonaro.

O Brasil é o país lusófono mais afectado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de mortos (mais de 5,2 milhões de casos e 155.403 óbitos), depois dos Estados Unidos.

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