“Stabat Mater” de Dvořák pela Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida por Antonio Pirolli

“Stabat Mater” de Dvořák pela Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida por Antonio Pirolli
Helder White, Jornal Hardmusica

A 12 e 13 de Outubro a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Antonio Pirolli, executará no teatro Nacional de São Carlos a oratória de Antonín Dvořák, “Stabat Mater” num concerto que contará também com quatro solistas e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos.


O maestro Antonio Pirolli regressa ao poderoso texto do século XIII, nesta ocasião, através da obra musical do compositor checo.
O quadro sonoro que Dvořák compõe para as profundas palavras de Stabat Mater é “revelador da sua capacidade de criar melodias de rara beleza e momentos líricos de grande intensidade.” 


Prossegue em São Carlos o ciclo de três oratórias iniciado em setembro com A Child of our Time, de Michael Tippett, que se conclui em dezembro com L’Enfance du Christ, de Berlioz. A apresentação desta obra de Dvořák nesta temporada surge na sequência do Stabat Mater de Rossini (Concerto de Páscoa de 2018) e marca o regresso do maestro Antonio Pirolli e do tenor Luís Gomes, cantor recentemente distinguido no concurso Operalia de Plácido Domingo.


Dvořák iniciou a composição do Stabat Mater na sequência de várias tragédias que se abateram sobre a sua vida num curto espaço de tempo, com a perda dos três filhos em apenas dois anos. Com 36 anos, Dvořák atravessava uma das mais profundas crises pessoais marcadas pela dor e sofrimento. Depois de alguns períodos de composição, intercalados por longas pausas, a 13 de Novembro de 1877 deu por concluído este verdadeiro monumento do seu reportório musical, garantindo a sua estreia a 23 de Dezembro de 1880.


O texto de “Stabat Mater”, do latim, “Estava a Mãe”, que data do séc. XIII, procura traduzir o sofrimento e a dor de Maria, Mãe de Jesus, junto da cruz, “existindo algumas dúvidas quanto à sua autoria e sendo de sublinhar a sua utilização em diferentes contextos litúrgicos. O poema em torno de Maria ilustra, pois, a profundidade da sua dor perante a crucificação de Jesus, numa manifestação dolorosa do seu sofrimento, motivo de inspiração para alguns compositores que encontraram neste quadro a fonte para erguerem obras de grande profundidade humana e de devoção ao divino.”

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