No final do concerto dos Capitães da Areia, estiveram todos em pé e a dançar

Os Capitães da Areia encontraram o Auditório Pequeno do CCB bem composto sábado à noite e infectaram o público pouco a pouco com os ritmos de dança do seu pop

 O que identifica um concerto d'Os Capitães da Areia não é o género de música. Eles brincam na limite entre o pop, rock e a música popular Portuguesa com, dependendo da cantiga, inspirações oriundas do psicadélico, do synth pop, do surf rock e do space rock. Não é também das histórias que fazem os álbuns tão fortes como são. Esses elementos são importantes para criar o ambiente em que se encontra o concerto.

A coesão dos elementos musicais é fulcral nesta banda, com o saltar entre tantas inspirações musicais, sentiu se a confiança entre os membros. A visão da música está assente pelo ambiente que eles escolhem sempre (nas partes dominadas pelo sintetizador, a guitarra trabalha no ambiente e vice-versa). Para complementar o ambiente musical têm um membro da banda que foca somente nas imagens projectadas atrás da banda. Isto corresponde sempre ao género musical que domina nesse momento e substitui um bocado a vertente de história que está tão presente nos álbuns.

Essa mesma confiança faltou na interacção com o público. Isto sentia se a três níveis. Primeiro, notou se desde inicio que o vocalista trouxe uma raquete para o palco, segurando tipo uma guitarra, e foi maioritariamente usado para dá-lo algo a fazer quando não cantava. Segundo, via-se o constrangimento do "momento de silencio", que se sente bem num encontro romântico, várias vezes na cara de dois ou três elementos da banda. Por ultimo, a confissão dos elementos principais varias vezes que eles não sabem interagir com o publico, e que não irá haver muita interacção por isso.

E enquanto criavam estas barreiras todas, houveram momentos engraçados, quando estavam distraídos de como "constrangedor" a situação de falar com fãs era. Não é a relação mais fácil trabalhar, sendo uma das maneiras principais que eles podem melhorar, visto que têm muito bom controlo da sua sonoridade. E vendo a maneira como o vocalista se mexe durante músicas, ou como os efeitos visuais complementam a música, ou como eles conseguem gozar uns com os outros em palco, sítios para se inspirarem para tal não faltam.

Voltando ao que define as músicas desta banda. Enquanto o álbum conta uma história, a performance ao vivo requer uma coisa só: envolvimento. Aquele travo a música popular, com sensibilidade de pop, uns sons dos 80 e outros "futuristas", sublinhado pela coesão e a projecção, estando no público só queres dançar.

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