Vencedores do Factor X partilham o palco do Coliseu dos Recreios.

Sábado, James Arthur e Berg conquistaram a plateia, do Coliseu dos Recreios, num espectáculo que se estendeu por duas horas. Conquanto tenham formas diferentes de actuar, os dois cantores deliciaram a audiência.

 

Berg e James Arthur, mais conhecidos pelo grande público após terem vencido o Factor-X – de Portugal e Reino Unido, respectivamente – encheram Lisboa de talento.

A abertura do show esteve ao cuidado de Berg, cujo espectáculo se centrou na sua, magnífica, voz. Auxiliado por um pianista e os seus dotes de tocar harmónica e viola, cantou vários temas, incluindo uma sonoridade Reggae.

O cantor demonstrou uma técnica irrepreensível nas duas oitavas que utilizou. Para além do aguçado sentido de afinação e fácil acesso a qualquer parte da sua tessitura, o seu timbre sui-generis e o seu legato, permitem-lhe que possa dispensar uma grande orquestra.

Finda a hora da primeira parte, James Arthur tomou as rédeas do evento. Acompanhado por técnicos de som e seis músicos, iniciou o que seria mais de uma hora de delírio musical. A junção da sua voz com o arsenal musical, gerou um clima de surpreendente energia. Os brados de aprovação que se ouviam do público corroboram esta afirmação.

A sua atitude arrojada conquistou os presentes: mandou garrafas de água para a audiência, sequiosa de obter algo das mãos do artista; subiu para a coluna de som para interagir mais de perto com os espectadores – tendo acabado por se aproximar das grades de segurança para tocar nos fãs.

Para além disso, entre cada música, abria a gaveta da sua vida para explicar a criação das músicas que cantava. Entre tantos momentos inesperados – que incluíram o arremesso de cascóis e bandeiras Portuguesas para o palco - Marta, uma fã, levantou o cartaz a indicar que era o seu aniversário.

A resposta não podia ter sido mais do seu agrado, uma vez que, teve o seu ídolo a cantar-lhe "Happy Birthday". Ao despedir-se, James, fez questão de dizer que a plateia tinha sido uma das melhores para as quais tinha actuado. Fez, também, questão de levar o cachecol consigo, agradecendo e deixando um "I Love you Portugal" no ar.

Todo o corpo da organização do evento está, certamente, orgulhoso do trabalho que realizou. Precisamos de mais concertos assim.

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