×

Alerta

JUser: :_load: Não foi possível carregar o utilizador com o ID: 828

“PAUS nunca foi uma banda de fazer o que as outras todas fazem”

"Clarão" é o novo disco de PAUS, que o apresentam na discoteca Lux Frágil, em Lisboa, esta quarta-feira, e no Hard Club, no Porto, no próximo dia 02 de Maio. O Hardmusica esteve à conversa com Fábio Jevelim, o teclista da banda.

Para já, e como concertos de apresentação de "Clarão", estão apenas as duas "capitais" de Portugal, mas PAUS já têm vários concertos marcados um pouco por todo o mundo: Bélgica, França, Luxemburgo, Holanda...e em Portugal também, claro. Não são concertos de apresentação oficial mas são espectáculos em que o disco mais tocado será, obviamente, o novo.


Fábio Jevelim, o teclista (e também um pouco guitarrista) da banda, que é também o membro mais recente do grupo, diz que até agora a reacção do público às músicas do "Clarão" que têm tocado tem sido boa, exactamente igual às outras. "E são pessoas que não conhecem o trabalho inteiro da banda, até há muitas pessoas que não conhecem nada." A reacção no concerto desta quarta-feira "vai ser exactamente a mesma". Ainda assim, estão "curiosos para ver como é que as pessoas vão reagir cá dentro, porque cá dentro já nos conhecem, é a nossa casa, enquanto que lá fora é diferente".


No disco, nota-se que as músicas não foram escritas seguindo uma pauta, mas é isso mesmo que eles gostam de fazer. "Se as pessoas estivessem à espera que PAUS jogassem pelo seguro ou que fizesse canções...se calhar não ouviam PAUS, ouviam as outras bandas. PAUS nunca foi uma banda de fazer o que as outras todas fazem, se o pessoal estiver à espera de facilidade em PAUS...está f***do". A premissa de PAUS sempre foi e sempre há de ser essa: "fazer uma cena que estejamos a sentir e que estejamos a curtir".


"Clarão", o nome, foi uma das primeiras coisas a aparecer quando o grupo estava a gravar, mas não é por isso que tem um significado especial para as músicas. Aliás, o nome até "acabou por não ser muito influente porque nos esquecemos dele, só no final é que alguém nos lembrou 'ah, o nome é este'". O título do novo álbum pode ser interpretado "de formas diferentes", mas também pode ser talvez porque "toda a gente precisa de uma certa luz e nós, quando gravámos o álbum e gostámos do trabalho que fizemos, sentimos isso como um clarão para nós".


A construção das músicas foi feita tal como no álbum anterior, em que Fábio Jevelim participou como produtor: "vais para estúdio, ligas tudo, começas a tocar e uns reagem aos outros e vais compondo músicas assim. Depois editas conforme te soar melhor. Não escrevemos nada, tentamos só sair das reacções uns dos outros. Depois editamos todos juntos e vemos o que fica melhor. O que te sai na altura é o que te fica".


PAUS é também uma banda de covers, mas covers deles próprios. "Depois de acabarmos o álbum, nós vamos sempre para a sala de ensaios aprender a tocar as nossas próprias músicas". Por isso mesmo, as músicas ao vivo não vão soar ao mesmo que no disco: "há ali coisas que tu fazes que são ou muito lixadas de tocar ou então mesmo impossíveis". Podem seguir o centro da música "quase à risca" mas "a piada de uma banda ao vivo também é essa, a de fazeres uma interpretação da tua própria música".


E se dúvidas há de que isso dê bom resultado, a resposta é simples: "deu estes álbuns todos". Aquilo a que Fábio chama "um processo de criação fora do comum" resulta porque são todos amigos e funcionam todos bem juntos. Para ver, ouvir e dançar ao som de já esta quarta-feira, 30 de Abril, no Lux Frágil, em Lisboa, e sexta-feira, dia 02 de Maio, no Hard Club, no Porto.

Subscreva a newsletter oturismo.pt
captcha 

Publicidade

Actualidade