Associação da Hotelaria de Portugal preocupada com aumento da Taxa em Lisboa

por: Leonor Maltez
Associação da Hotelaria de Portugal preocupada com aumento da Taxa em Lisboa
O Turismo PT

Associação da Hotelaria de Portugal expressa preocupação com possível aumento da taxa turística em Lisboa.

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) manifestou a sua inquietação em relação à proposta de duplicação da taxa turística em Lisboa, expressando a necessidade de uma análise aprofundada e fundamentada antes da tomada de decisão.

Numa reunião realizada no dia 04 de Abril com o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e outros participantes do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa (FDTL), a AHP destacou a importância da divulgação dos projectos e iniciativas apoiados pelo Fundo, cujas receitas são provenientes das taxas turísticas cobradas pelos estabelecimentos hoteleiros e pelas plataformas de Alojamento Local.

A AHP enfatizou a necessidade de actualizar um estudo de 2019 sobre os impactos da actividade turística em Lisboa, considerando os resultados positivos observados na época, que agora parecem justificar a proposta de aumento da taxa.

Desde 2016, o FDTL acumulou cerca de 170 milhões de euros, direccionados para investimentos em infraestruturas turísticas e culturais, programas de dinamização da procura e financiamento de eventos e projectos, como museus, melhorias na experiência turística e eventos internacionais.

No entanto, a AHP destaca que apenas 95 milhões de euros foram utilizados até 2023, e a falta de divulgação dos apoios é evidente. A associação ressalta a importância da transparência na utilização dos fundos turísticos e apela à divulgação eficaz das iniciativas financiadas pelo Fundo de Desenvolvimento Turístico.

Bernardo Trindade, presidente da AHP, criticou a medida de aumentar a taxa sem cumprir os pressupostos acordados anteriormente, “Para além deste possível aumento, a Camâra Municipal de Lisboa está em falta com o sector turístico há vários anos. Após o aumento da taxa de um para dois euros, o compromisso incluía a construção de um centro de congressos. Não estando em causa o esforço feito para identificar uma localização, o que é facto é que o Centro de Congressos não foi construído, ainda que a receita tenha sido cobrada.”.

O Presidente concluiu ainda que este dinheiro tem de ser investido de forma sustentável, “É, por isso, fundamental que este dinheiro, cobrado pelos hoteleiros da cidade de Lisboa e entregue nos cofres da Câmara, não seja usado em despesas correntes, mas antes para o desenvolvimento sustentável do Turismo na cidade. É também importante saber os fins a que se destina o aumento.”,

A AHP reitera o seu compromisso em colaborar com as entidades responsáveis pelo FDTL e a autarquia lisboeta para garantir que as decisões relacionadas ao turismo na cidade sejam transparentes e beneficiem todos os envolvidos, como se verifica no comunicado de imprensa.

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