Coimbra tem um novo formato de alojamento, ZERO Box Lodge

Coimbra tem um novo formato de alojamento, ZERO Box Lodge
Divulgação

O ZERO Box Lodge é um novo formato de alojamento, “num conceito de alojamento urbano, com restaurante e bar”.

O ZERO Box Lodge aberto ao público recentemente, conta com "compartimentos de madeira, sem janelas, simples e confortáveis, que têm como objectivo central o descanso dos hóspedes, a qualquer hora do dia", explica em comunicado.

O projecto é da responsabilidade do arquitecto Gonçalo Queirós Carvalho, que decidiu transformar uma antiga garagem, oficina e bomba de combustível, “num conceito de alojamento urbano, com restaurante e bar”.

O desenho exterior manteve-se, com preservação dos detalhes arquitetónicos, mas no interior foi criada a zona de dormidas com 44 boxes, empilhadas em três níveis, idealizada a partir do conceito dos estacionamentos em altura”, refere a nota de imprensa.
A unidade hoteleira foi Inspirada nos hotéis cápsula japoneses e das camas fechadas do norte da Europa, mas que neste caso "houve uma evolução no tamanho das cápsulas para espaços maiores, com camas de casal e casa de banho privativa com o objectivo de garantir privacidade e conforto".

A empresa assume que será uma "verdadeiramente única, com vários detalhes criativos (como uma garrafa de cerveja exclusiva ZERO entregue no check-in), uma decoração com elementos alusivos ao espaço original como gasolineiras antigas e elementos artísticos que revelam um ambiente cultural e irreverente que promove a interacção entre hóspedes e clientes".

BIXOS é o nome do bar e restaurante, situado no primeiro andar, inspirado nos contos de Miguel Torga “Bichos”- "na gíria estudantil da cidade (Bixos é também a designação de caloiro), no universo simbólico e zoológico ligado à cidade - a Cabra, a colónia de morcegos da Biblioteca Joanina, entre outros ou ainda no impactante elefante vermelho, em tamanho real, que o artista Leonel Moura criou para o espaço".

Da ementa do restaurante destaca-se uma pizza low carb que é uma “pinsa”, e um gin tónico que afinal é um “bixo tónico”. Concertos e uma programação cultural heterógena são "um dos objetivos para este novo spot na cidade de Coimbra". Espaço "amplo e acolhedor, a decoração revela uma simbiose perfeita entre inspiração tropical e elementos contrastantes nos quais se impõe a peça de Leonel Moura", refere o comunicado de imprensa.


O primeiro projecto ZERO Box Lodge foi inaugurado no Porto em 2018, no edifício da antiga Fábrica da Camisaria Confiança e de um Banco. todos partem do mesmo conceito base, mas "assume a sua singularidade através da identidade base do próprio espaço, resultado da personalidade dos edifícios que ocupa, das cidades onde se ergue, da criatividade que, organicamente, se pensa e concretiza".

O alojamento turístico "não é um hotel nem um hostel, mas um novo formato de alojamento onde os quartos são compartimentos de madeira, sem janelas, pensados propositadamente para o descanso dos hóspedes". Trata-se de uma "visão disruptiva, provocadora e divertida da habitual estadia num hotel".

Segundo o comunicado esta ideia surge na procura de "um novo conceito de hotelaria mas também como uma solução para espaços diferentes, de habitar locais incomuns, como mosteiros, ou garagens". Estão, por norma, localizados em edifícios "improváveis que possam ser experiências a ser exploradas" pelos hóspedes e pelos habitantes de cada cidade. Assume ser "um projeto criado para ser vivido e contado".

São projetos que, no entender dos criadores, pretendem fomentar "o intercâmbio entre valores culturais globais e locais e, com essa maior conexão e diálogo, chegar tanto a um público internacional, que procura novas formas de fazer turismo e viver as cidades". Cada vez mais os turistas procuram fugir do prototipo de viagem e ter soluções diferentes, como por exemplo relacionar-se com as comunidades locais. A empresa refere, no comunicado, que preservam "edifícios icónicos e as suas memórias, contratando artistas da região, criando espaços criativos de programação cultural e lugares". Desta interação entre hóspedes e habitantes é "um dos focos da mentalidade", com um "conceito forte, simples, pessoal mas universal".

A expansão do conceito está já prevista para Lisboa onde a Mainside, empresa detentora da marca ZERO, "vai partir da cultura, história e identidade já existente do edifício, da cidade e das pessoas e pretende criar um novo espaço preparado para comunicar esse mesmo património a uma comunidade universal".

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