Accor prefere perder dinheiro a satisfazer os clientes

Accor prefere perder dinheiro a satisfazer os clientes
O Turismo.PT

O Grupo hoteleiro Accor tem um método de reservas inédito: permite-lhe reservar e receber a confirmação da mesma, de um hotel que está encerrado há mais de um ano. Não é por falha, pois acontece desde Fevereiro de 2020.

Na Figueira da Foz existem duas unidades do grupo Accor, o Ibis e o Mercure. No primeiro caso, um hotel de três estrelas, localizado junto do Casino e da zona de lazer. Fica a 600 metros da praia. No segundo caso, trata-se de um hotel que em tempos foi o mais importante da cidade - o Grande Hotel da Figueira - que posteriormente foi comprado pelo grupo. Fica de frente para a praia e com um vista muito agradável. No entanto o seu interior está velho, com quartos em estado muito degradado e com um serviço fraco.

Seguramente que o Mercure Figueira não tem obras há mais de 20 anos, mas também não é algo que preocupe o Accor. Isto porque só tem uma boa ocupação/facturação em Julho e Agosto, acabando por não ter valores anuais que cheguem para entrar na "fila" dos que vão ser intervencionados. E, infelizmente, o ex libris da Figueira da Foz vai-se deteriorando todos os anos, possivelmente até cair.

Uma vez que o Ibis Figueira está encerrado, não há muito mais para escrever sobre o mesmo. Ao que O TURISMO.PT soube, "não há previsão de abertura". Se passar a época alta fechado, seguramente que não será na baixa que irá abrir.

A justificação para a não abertura é "recompensar os clientes fiéis que continuam a procurar os nossos serviços, para hotel de categoria superior e excelente localização na frente de mar, melhorando a sua experiência durante a estadia na cidade". Não foi mencionado é que passam de uma unidade nova, para uma muitíssimo velha.

Após um longo mandato de Joana de Aguiar, que estava ausente do hotel muito tempo, os funcionários acabaram por "tomar", como referiu a O TURISMO.PT um colaborador do Accor, a gerência do Mercure Figueira. Por esse motivo é difícil a um director conseguir alterar regras que se instalaram há muitos anos. Após a saída da responsável, veio um outro director, que esteve até o hotel que dirige reabrir de obras de remodelação. Posteriormente ficaram sem directora/a durante mais de um mês, até que o Accor decidiu chamar o dirigente de uma unidade do Porto, para gerir o Ibis e Mercure da Figueira e o seu no Porto. Como as pessoas não são máquinas, a direcção durou pouco tempo. A alternativa foi 'chamar' a responsável do Ibis de Coimbra, para 'tomar conta' das unidades da Figueira. Sendo o Ibis um produto e para um target muito diferente do Mercure, foi complicado a sua adaptação. Para além disso tinha a 'dificuldade dos colaboradores', que em momento algum pretendiam abdicar dos 'trunfos' conquistados no tempo de Joana de Aguiar. A responsável foi, pouco tempo depois para casa com licença de maternidade. mais uma vez os hotéis ficam à mercê dos colaboradores. Que tem feito o Accor para melhorar estes, graves problemas? Simplesmente nada. Quando questionado, respondeu "por política de protecção de dados, não podemos fazer comentários referentes às equipas dos hotéis".
A O TURISMO.PT foi revelado que "são várias as reservas que caiem, quando lhes mudam para o Mercure". Ou seja, os clientes cancelam a reserva, quando são informados que não irão ficar no Ibis, mas sim no Mercure.

Sobre a reabertura do Ibis Figueira Centro, a resposta oficial é: "analisamos diariamente a evolução da procura e os diferentes indicadores do mercado", e é baseado nesses factores que "vai-se comunicando, em coordenação com os diferentes proprietários dos hotéis, a reabertura dos mesmos", concluiu.

RIU Hotels & Resorts

#EstamosON

Artigo de Opinião

Subscreva a newsletter oturismo.pt
captcha 

Actualidade