APHORT defende a necessidade do Governo aplicar um princípio de equidade entre hotéis e restaurantes

APHORT defende a necessidade do Governo aplicar um princípio de equidade entre hotéis e restaurantes
O Turismo PT

Para a Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) as medidas decretadas pelo Governo para o estado de emergência têm sido mais gravosas para os hotéis do que para os restaurantes.

Em carta enviada ao Ministro da Economia, a APHORT explica que "as medidas restritivas à circulação dos portugueses, definidas para os dois fins de semana e que impedem a deslocação entre concelhos, bloquearam o mercado interno e levaram ao cancelamento de reservas existentes nos hotéis que ainda se mantêm abertos".

Neste contexto, na medida em que, "tal como acontece com os restaurantes, também o normal funcionamento dos hotéis sofrerá graves limitações nesse período", a Associação defende a necessidade do Governo aplicar um princípio de equidade, tratando, de igual modo, sectores que pertencem à mesma área – o turismo.

A APHORT considera, inclusivamente, que as consequências das medidas tomadas pelo Governo serão bastante mais gravosas para os hotéis do que para os restaurantes. “O primeiro-ministro afirmou que uma das razões que justificam o programa “Apoiar Restauração” é o facto de uma refeição que não seja vendida hoje, não poder ser vendida amanhã. Ora, esta frase é ainda mais verdadeira quando nos referimos aos quartos dos hotéis. Acresce aqui que, ao contrário dos restaurantes, os hotéis não podem fazer take-away nem delivery dos seus serviços de alojamento”, explicou António Condé Pinto, presidente executivo da APHORT.

A Associação relembra que "a actividade dos hotéis tem vindo a ser progressivamente limitada, salientando que os eventos corporativos – actualmente uma das maiores fontes de fracturação deste sector – não são permitidos há várias semanas". De acordo com dados indicados pelo Governo, "a queda da facturação na hotelaria, nos primeiros nove meses deste ano, foi de 64%, enquanto que a da restauração foi de 31%", o que comprova a situação  desfavorável vivida pelos hotéis".

Perante este cenário, e tendo em conta que todos os fundamentos do programa “Apoiar Restauração” são aplicados ao sector do alojamento, a APHORT defende que criação do programa “Apoiar Hotelaria” é uma medida absolutamente necessária e urgente para uma compensação mínima da depauperada tesouraria dos hotéis.

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