Lisboa encerra 70% dos hotéis no final de Novembro

Lisboa encerra 70% dos hotéis no final de Novembro
Divulgação

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) alertou que em Lisboa mais de 70% do hotéis vão encerrar no final do mês.

A situação dos hotéis em Lisboa agrava-se de dia para dia, com o inicio da época baixa e o aumento dos casos de covid-19 em Portugal, o Governo vê-se obrigando ao agravamento das restrições e das medidas de confinamento.

Segundo Raul Martins disse em entrevista ao Expresso, o sector encontra-se no limite da tesouraria, e sem capacidade para pagar salários e outros encargos fixos, mesmo com os hotéis encerrados.

"Prevemos ter 100 mil desempregados na hotelaria a partir de Janeiro, é o que vai acontecer se não houver apoios à tesouraria. Vamos ter hotéis a começar a incumprir com impostos, salários e outros pagamentos, a fazer despedimentos, e depois vão à falência, é a ordem natural", avisou o presidente da AHP.

O Governo anunciou na semana passada ajudas financeiras aos sectores mais atingidos pela crise da Covid, incluindo o turismo, mas para Raul Martins "estamos fora desses apoios, que se dirigem a empresas muito micro, que têm até cinco trabalhadores".
O dirigente sublinhou que os apoios não se aplicam "aos hotéis com maior dimensão, que são os que empregam mais pessoas, e aí sim, pode haver lugar a despedimentos", sublinhou ao Expresso.

O ter decretado de medidas de recolher obrigatório, foi mais uma machadada na situação crítica em que se encontram os hotéis, e segundo o presidente levou a "cancelamentos de 90% das poucas reservas que havia".


A hotelaria solicita apoios idênticos aos previstos para a restauração com a situação de recolher obrigatório, uma vez que a sua utilização também tem estado muito circunscrita aos fins de semana nesta altura, em que as ocupações médias são de 15%, insuficientes para assegurar rentabilidade de qualquer unidade hoteleira.

"Percebemos a intenção dessa medida, mas a deslocação para os hotéis devia ser considerada entre as excepções, uma vez que é equivalente a deslocações a casa, tendo em conta que os hotéis são uma morada temporária", salientou o presidente da associação hoteleira - que já pediu esclarecimentos ao gabinete do primeiro-ministro, que até ao momento ainda não foram atendidos. "A hotelaria foi posta de parte pelo Governo", conclui Raul Martins.

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